<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831</id><updated>2012-02-16T09:40:16.785-08:00</updated><title type='text'>BOM PASTOR - DIÁRIO DE SANDRA LIMA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-8829183804334760749</id><published>2011-03-16T11:38:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T16:07:36.812-07:00</updated><title type='text'>O Diário  vira roteiro de longa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0qEVleCKBCU/TYEEq4XqMcI/AAAAAAAABv4/IV5JG8KVrbI/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 381px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0qEVleCKBCU/TYEEq4XqMcI/AAAAAAAABv4/IV5JG8KVrbI/s400/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584750147648762306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                        O Diário que vira roteiro de longa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos uma nova vida, o Raphael estava com 09 anos, e nessa&lt;br /&gt;época começou a desenvolver seu lado artístico e musical.&lt;br /&gt;Coloquei-o no teatro, montei um grupo de dança para ele.&lt;br /&gt;Na intenção de ajudar ao meu filho a mostrar seu trabalho, produzi um evento para que ele pudesse se apresentar, e foi nesse evento que conheci&lt;br /&gt;Leandro Firmino da hora.&lt;br /&gt;Era um domingo como outro qualquer quando me apareceu um grupo de &lt;br /&gt;Meninos, um deles, Marquinhos se aproxima e diz:&lt;br /&gt;-Dona Sandra Lima, a senhora deixaria agente se apresentar no seu&lt;br /&gt;Evento pra divulgar nosso trabalho?&lt;br /&gt;- Claro meu filho! Respondi.&lt;br /&gt;O grupo de cinco meninos chamava-se, Grupo Fan era um grupo pop de musicas autorais, composto por Nando, PR, Kinho, Léo, e Cassio.&lt;br /&gt;Nessa época o filme Cidade de Deus estava sendo produzido, mas ninguém sabia, o Léo chega um dia para se apresentar e trás o Leandro com ele&lt;br /&gt;e me apresenta, assim foi dado o inicio da nossa amizade.&lt;br /&gt;O Filme é lançado, o sucesso inesperado, o Oscar, e em meio a tudo isso&lt;br /&gt;eu e Leandro nos afastamos por um tempo, até que em 2003 ele descobre&lt;br /&gt;onde estou trabalhando, na época numa agência de modelos e foi me visitar, foi uma tarde muito gostosa, conversamos muito e no meio desta conversar relatei algumas passagens do meu pai.&lt;br /&gt;e uma das passagens que emocionou o Le, foi quando  narrei que as crianças ao  avistarem o caminhão azul do meu pai saiam gritando:&lt;br /&gt;- O Português, vem o português!&lt;br /&gt;-Sandra escreve isso pra mim,  daria um bom roteiro! Leandro exclamou entusiasmado.&lt;br /&gt;-Posso te emprestar meu diário! Respondi&lt;br /&gt;- Poxa seria ótimo, empresta mesmo? perguntou&lt;br /&gt;-Claro! Respondi&lt;br /&gt;Combinamos o dia em que ele iria buscar o diário, ele foi e depois desse dia em diante perdemos o contato novamente, pois ele estava com projetos fora do Brasil e quase não ficava no Brasil e nem no Rio.&lt;br /&gt;Em 2006, recebo um telefonema dele me pedindo para que eu recebesse a&lt;br /&gt;Cineasta Kátia Lund, alguns fotógrafos e produtores da HBO, e os roteiristas Julio Pecly e Paulo Silva.&lt;br /&gt;Disse a ele que tudo bem, que receberia a todos, e assim aconteceu...&lt;br /&gt;Foi uma noite muito gostosa, o Julio parecia ser meu amigo de infância&lt;br /&gt;falava de mim e de meus amigos como se tivesse vivido lá no Bom Pastor.&lt;br /&gt;Kátia Lund pediu que eu a levasse para conhecer as pessoas de lá, marcamos e fomos todos, fotógrafos, produtores, roteiristas, Kátia, e Leandro.&lt;br /&gt;Quando chegaram ao Bom Pastor, todos conferiram de perto o quanto aquele lugar é especial, Leandro se apaixonou por todos e todos por ele.&lt;br /&gt;Em 2009, recebo a noticia que o filme já estava em pré produção, que a atriz Dira Paes adorou o roteiro que poderia ser a atriz a representar minha mãe na historia do diário.&lt;br /&gt;Desse dia em diante eu e Leandro continuamos nos vendo, até produzimos&lt;br /&gt;um curta juntos, e estamos aguardando verba para executar o projeto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-8829183804334760749?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/8829183804334760749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2011/03/o-diario-que-vira-roteiro-de-longa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8829183804334760749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8829183804334760749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2011/03/o-diario-que-vira-roteiro-de-longa.html' title='O Diário  vira roteiro de longa'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0qEVleCKBCU/TYEEq4XqMcI/AAAAAAAABv4/IV5JG8KVrbI/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-8926202431632568924</id><published>2011-03-10T09:53:00.001-08:00</published><updated>2011-03-10T09:53:44.303-08:00</updated><title type='text'>O Começo do fim</title><content type='html'>Estava tudo indo bem entre eu e o Marcelo, até chegar ao&lt;br /&gt;Jardim Clarice uma Creperie que logo ficou famosa por&lt;br /&gt;ter um lindo garçom, que virou o alvo de mulheres, meninas&lt;br /&gt;e gays, o nome dele era Flávio, bem branco de cabelos e olhos&lt;br /&gt;pretos, corpo definido por causa das artes marciais.&lt;br /&gt;Apesar de ver todas as minhas amigas suspirando por ele,&lt;br /&gt;eu nem dava a mínima para sua beleza, e muitas vezes&lt;br /&gt;irritei-me com suas investidas, eu respeitava muito o Marcelo&lt;br /&gt;era um grande companheiro, um cara muito leal e doce, eu nem&lt;br /&gt;pensava em traí-lo, mesmo não o amando como homem. Parecia que quanto, mas eu dava fora e desprezava o Flavio mas ele investia, talvez eu tenha sido para ele um troféu.&lt;br /&gt;Flavio investia em serenatas, bilhetes e rosas na minha janela.&lt;br /&gt;Foi em 1988, ano em que foi Promulgada a Constituição Federal Brasileira com capítulo sobre o Meio Ambiente, neste mesmo ano em 27de abril eu termino meu namoro com o Marcelo, para não traí-lo, e dar inicio ao meu&lt;br /&gt;namoro com o Flavio.&lt;br /&gt;O Fim do namoro foi trágico , ele não aceitava, ficou embriagado&lt;br /&gt;e aprontou muito tomado por desespero profundo e eu sem saber&lt;br /&gt;naquele dia estava jogando fora um grande amor.&lt;br /&gt;Em 1989, engravido do meu filho Raphael, grávida descubro as diversas traições do Flavio e termino tudo com ele após um flagrante.&lt;br /&gt;Alguns anos se passam, um belo dia meu pai chega em casa com a noticia&lt;br /&gt;que iríamos voltar para o Bom Pastor, pois estava muito difícil continuar pagando aluguel e tantas contas.&lt;br /&gt;Eu trabalhava na Gávea, e pegava as 06h30min no trabalha, não teria como&lt;br /&gt;voltar, lá o ultimo ônibus era as 23h00minhoras, eram 3 horas de viagem até a Zona Sul.&lt;br /&gt;Meu filho foi com meus pais, e eu tive que deixar ir, pois lá tinha um colégio particular esperando por ele (o colégio da minha cunhada) e&lt;br /&gt;eu não tinha condições de pagar alguém para ficar com ele enquanto trabalhava, foram anos muito tristes, tive depressão, chorava muito&lt;br /&gt;mas tinha que ser assim...&lt;br /&gt;Comecei um namoro com um rapaz, e logo começamos a morar juntos&lt;br /&gt;foi então que consegui uma vaga para o Raphael num colégio perto&lt;br /&gt;do Jardim Clarice, e fui  buscá-lo.&lt;br /&gt;1998, a caminho do bom Pastor eu pensava em como a vida é cheia de mistérios e surpresas, uma coisa me marcou muito, o fato do meu filho ter&lt;br /&gt;ido morar no mesmo bairro, e que seus amigos eram filhos dos meus amigos, e que o seu melhor amigo “Tiaguinho” era filho da minha melhor&lt;br /&gt;amiga de infância Vilma, minha mãe Adelaide o adotou como neto&lt;br /&gt;e todos da rua ponta negra o amavam, para ele assim como foi para mim, doeu virar as costas e deixar aqueles amigos queridos, para seguir um novo caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-8926202431632568924?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/8926202431632568924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2011/03/o-comeco-do-fim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8926202431632568924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8926202431632568924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2011/03/o-comeco-do-fim.html' title='O Começo do fim'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-1131906970947618631</id><published>2011-03-10T08:09:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T08:10:41.938-08:00</updated><title type='text'>A MUDANÇA</title><content type='html'>1986, ano internacional da paz, Portugal e Espanha entram na união Européia.&lt;br /&gt;Nesse ano meu pai aluga uma casinha em um lugar chamado Jardim Clarice, em Jacarepaguá. Nossa, era como um sonho... extremamente diferente do Bom Pastor&lt;br /&gt;as ruas do Jardim Clarice, eram todas de pedras, e havia sítios, jardins &lt;br /&gt;e muitas alamedas floridas e arborizadas. O empreendimento imobiliário foi feito pelo antigo dono das Lojas Brasileiras, Adolfo Basbaun que homenageou a esposa Clarice dando seu nome ao jardim. A Praça local é em memória de Mário Tibiriçá (1880-1974), um dos primeiros moradores da Estrada Curipós , estrada em torno da qual foi construído o condomínio, estrada onde fomos morar.&lt;br /&gt;As ruas do Jardim Clarice têm nomes de romances e livros de poesia da literatura brasileira. A sugestão foi feita no ano de 1976 por Carlos Drumond de Andrade  ao Prefeito (1926-1981). Era um sonho morar num lugar tão pacifico e belo, mas ainda assim o Bom Pastor fazia parte das minhas melhores lembranças.&lt;br /&gt;Assim que chegamos ao Jardim Clarice eu fiz um novo amigo, um Surfista muito engraçado, desengonçado, cabeludo, mas muito muito legal, seu nome era Marcelo.Quando nos conhecemos eu não fazia ideia de que era filhinho de papai, ele era simples e meigo, minha mãe o adorava, ia a nossa casa, sentava no chão para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia ele me convida para conhecer sua familia, e ai foi aquela surpresa ele tinha um Alfa Romeu, morava numa casa que tinha sala de jogos, piscina, sauna, sala de video, enfim... confesso que me assustei, fiquei pensando nas tardes em que ele tomava café com farinha lá em casa, foi deprimente. Eu nem imaginava que aquele seria o homem que mas me amaria na vida. Por mim, deixou de beber, fez as pases com a familia, voltou a estudar e foi trabalhar na empresa do pai, a fabrica de lingerie Shanadu. Nunca vou me esquecer o dia em que cortou o cabelo por um pedido meu, toda familia havia tentado, mas só eu consegui a façanha, eu mesma cortei e deixei cheio de caminhos de rato, ele ao invéz de brigar comigo riu e decidiu terminar o trabalho no salão de um amigo.Eu e Marcelo começamos a namorar alguns meses depois de nos conhecermos, apesar de não o ama-lo como homem, eu o amava muito como pessoa, e o namoro foi ficando serio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-1131906970947618631?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/1131906970947618631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2011/03/mudanca_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/1131906970947618631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/1131906970947618631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2011/03/mudanca_10.html' title='A MUDANÇA'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-4845646734933746097</id><published>2010-05-27T17:32:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T17:34:30.776-07:00</updated><title type='text'>Escapando de um Estupro</title><content type='html'>A Angélica foi me procurar para que eu voltasse a sair com ela. E todos queriam saber o motivo do fim do meu namoro com Walmir, afinal de contas eramos um casal incomum, estávamos sempre sorrindo juntos, dançando juntos, sempre felizes, e tinhamos muita afinidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sandrinha, ninguém consegue entender o fim do namoro de vocês. - disse Angélica - Pois o Wal anda muito triste, achamos que ele sente muito sua falta.&lt;br /&gt;- Também fiquei triste com o fim de nosso namoro. - eu disse - Mas as pessoas deixam de gostar uma das outras, isso acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na verdade eu não toquei no verdadeiro motivo do fim do namoro com ninguém, eu respeitava o Wal e não queria ve-lo sofrendo discriminação, humilhação e preconceito, afinal de contas, ele era meu melhor namorado, e eu até cantava a música do Kid Abelha, "os outros" para ele: "Procuro evitar comparações entre flores e declarações, eu tento te esquecer... a minha vida continua, mas é certo que eu seria sempre sua, quem pode entender? Depois de você, os outros são os outros e só."&lt;br /&gt; Voltei a frequentar o New Club com as meninas de Nova Iguaçu. Lá estava eu recomeçando... No início foi muito difícil, para onde eu olhava, via lembranças do meu melhor namorado, nada tinha graça sem a alegria, o sorriso e a compania dele. Quando tocava The Cure a dor era tanta que eu não conseguia dançar, sentava e ficava em transe até a música acabar. No nosso ciclo de amigos do clube havia um rapaz branco, gordinho, de cabelos escuros, chamado Marcelo. As meninas adoravam ele, diziam ser um cara inteligente, tinha carro, e sempre tinha dinheiro para pagar bebidas e lanches para elas. Mas eu não conseguia gostar dele, tinha um pressentimento, alguma coisa estranha. Além de que ele sempre se gabava das mulheres que saia com ele, e contava vantagem. Era sempre aos domingos que ele aparecia por lá, e num desses domingos eu fui ao clube quase que forçada, tive um pressentimento muito ruim e forte, fiquei confusa se era um pressentimento ou se era saudade do Wal, se eu estava triste porque sabia que mais uma vez sua falta ali naquele lugar era dolorida demais pra mim. Mas foi assim mesmo, e para mim aquela não era uma noite como outra qualquer, realmente minha compania estava péssima, eu estava quieta demais, e nada fazia eu me sentir melhor. Era como se eu vissetudo diferente ao meu redor, as pessoas dançando, sorrindo, se divertindo, e eu me sentindo sozinha e aflita. Derrepente minha tristeza foi esquecida por um momento, quando o DJ da casa chamou a atenção para um concurso de calouros, a cada apresentação a reação da galera era muito divertida e eu quis cantar também, e fiz... cantei a música "como eu quero" do Kid Abelha, me lembro que tremia muito e me divertia bastante vendo a galera cantar junto. A brincadeira acaba, volto eu pra minha triste realidade, a falta que o Wal me fazia e aquela angústia estranha no peito. Fui para perto das meninas que estavam com o Maecelo, sentadas na mesa que ficava ao redor da piscina, elas pareciam muito felizes... 1h da manhã, hora de ir embora. Me juntei às meninas que disseram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sandrinha, vamos pegar carona com o Marcelo.&lt;br /&gt;- Mas vocês moam tão perto, da pra ir apé. - eu disse.&lt;br /&gt;- Mas pra quê andar se podemos chegar mais rápido e com segurança, indo com o Marcelo? - disse Helena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naquele momento eu me senti acoada, o que fazer? Ir a pé sozinha por aquelas ruas desertas e escuras ou ir com elas? A segunda opção parecia mais certa, e assim entrei no carro com as meninas. O Marcelo deixou a Helena em casa, depois a Kátia e depois a Angélica. Eu não entendi muito bem porque a Helena insistia que eu fosse de carro com ele. Meu coração estava angustiado, havia algo errado, havia um clima pesado... o Marcelo segue com o carro, somente eu e ele dentro. Rodou com o carro, parecendo não ter um rumo certo. Rodou, rodou, me deixando cada vez mais nervosa e desconfiada de que algo estava errado. Até que ele me levou para uma rua deserta, muito escura, na estrada de madureira, não passava carro nenhum. Tinha uma casa quebrada, uma ruina... naquele momento eu entendi o que iria acontecer. Assim que parou o carro, parecia ter sido dominado por algum espírito malígno, ficou transfigurado e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escuta aqui, eu te trouxe aqui para que você faça tudo que eu quiser, e se não obedecer eu te mato!&lt;br /&gt;- Não, por favor não! - respondi desesperada - Eu sou virgem, nunca transei, tenho medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas parecia que quanto mais nervosa eu ficava, mas ele tinha força. Derrepente ele tenta colocar a mão no meu seio e com a outra mão pega na minha para levar até seu pênis, eu então entro em desespero, uma mistura de medo e nojo, muito nojo. Eu reluto, puxo minha mão e grito. Ele então me da um tapa, rasga minha blusa, me xinga e grita muito. Por um momento passou pela minha cabeça que eu lutaria e então amanheceria morta ali e que, talvez, minha mãe nunca mais teria notícias de mim. Foi quando a voz que sempre fala comigo me disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele vai falar algo e você finja que vai aceitar, que vai ficar tudo bem, finja que vai obedecer. É a única maneira de escapar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nesse mesmo momento em que eu ouvia a voz, ele para olhando para as ruinas da casa e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha aqui, vou te levar para um lugar, você vai fazer tudo que eu mandar e depois eu largo você. Do contrário, eu te trago aqui e te mato. Ouviu?&lt;br /&gt;- Ouvi, ouvi sim. Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele então segue para um motel. Já na entrada, eu disfarçando tentei abrir a porta do carro, ele percebe e fica furioso, e diz "não tenta de novo, não tenta!" Mas uma vez fingi que estava fazendo o que ele mandava. Entramos no motel e percebi que os seguranças olhavam estranho, preocupados, como se soubessem o que estava acontecendo. Pensei comigo mesma que naquele dia iria perder não só a minha virgindade, mas meus sonhos, minha pureza, minha dignidade e minha vida. Só conseguia pensar em minha mãe, meu pai, meus familiares...&lt;br /&gt; Entramos na garagem, pensei ser o fim, pensei que não teria mais chances de escapar, foi quando a voz mais uma vez se manifestou, dizendo o que fazer, e eu fiz, sem saber como, sem entender até hoje como eu consegui disfarçar e pegar a chave do quarto, segurei a chave, escondendo-a... o mais estranho era que tinha um enorme chaveiro redondo na ponta, que não dava pra esconder. Marcelo gritou "sai do carro! Sai do carro! Espera na escada." Saí sem nada a dizer. Ele ficou procurando algo no carro e disse: "Cadê a chave? Cadê a porra da chave?" Naquele instante eu senti medo que ele percebesse que a chave estava comigoe fiz mais uma vez o que a voz mandou e disse: "Tudo bem, eu te ajudo a procurar." E lentamente fui me aproximando do outro lado do carro, da porta do carona. Não entendi porque ele não esboçou nenhuma reação ou atitude. Foi quando a voz me disse que eu me jogasse no chão com a cabeça para fora do portão, pois não tinha como correr, pois o portão estava quase fechado. Me joguei e ao mesmo tempo gritei. Ele me pegou por trás, tampou minha boca e nariz, fiquei sem ar enquanto lutava para não entrar no carro novamente. Ele abriu a porta do carro, e eu então chutei, fechando novamante, então aparece um segurança armado gritando "O que está acontecendo aqui?" Então Marcelo me joga na parede com muita força e diz "Essa mulher é louca!", entra no carro e sai. Eu, em desespero, me jogo na frente dos carros que saiam do motel... não posso esquecer os olhares das pessoas assustadas e, ao mesmo tempo lutando para não me ajudar, saindo as pressas. Foi quando uma camareira veio e me pegou, Me deu água com açucar, conversou muito comigo... eu me lembro que chorei muito e falei pra ela que era virgem, que não queria magoar meus pais e não queria que minha mãe me visse morta numa estrada qualquer. Ela me colocou num quarto e disse: "Filha, fica calma, você agora tá segura. Assim que amanhecer, um de nossos seguranças vai te levar num ponto de ônibus e você vai para casa." E assim aconteceu...&lt;br /&gt; Durante longos anos escondi esse fato de minha família, pois não queria vê-los tristes. Mas hoje em dia costumo narrar, para que as meninas dessa faixa etária peguem carona jamais. Ele era meu conhecido a 3 anos, frequentavamos os mesmos clubes, e assim mesmo eu não poderia imaginar que ele era aquele monstro. Espero que isso tenha servido de lição para ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-4845646734933746097?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/4845646734933746097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2010/05/escapando-de-um-estupro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/4845646734933746097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/4845646734933746097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2010/05/escapando-de-um-estupro.html' title='Escapando de um Estupro'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-1404383732342746922</id><published>2010-02-09T15:21:00.000-08:00</published><updated>2010-02-09T15:24:01.003-08:00</updated><title type='text'>Uma descoberta surpreendente</title><content type='html'>A vida é assim mesmo... um dia estamos cercados de amigos legais ou namorando alguém especial, e no outro, lá estamos nós sozinhos novamente, as vezes mais feliz, e em outras vezes, mais tristes.&lt;br /&gt;Bem, mais uma vez pessoas iam embora da minha vida para nunca mais voltar, como o Max e sua família, e novamente tudo o que eu tinha eram as minhas raízes, minhas velhas amizades que não passavam, estavam sempre alí, firmes...&lt;br /&gt;Carrego comigo o dom de fazer amigos da mesma maneira que preservo velhas amizades, na verdade, gosto mesmo é de ter muitos amigos de várias classes sociais, raças e pensamentos diferentes. Gosto de observar e aprender. Assim continuei minha busca por novos amigos...&lt;br /&gt;Comecei a ir para a Gerus sozinha, pois as meninas estavam namorando firme e já não iam com frequência aos bailes.&lt;br /&gt;Eu era destemida e determinada e tinha facilidade de me comunicar, e meu objetivo era fazer amigos para me divertir e dançar. Foi num desses bailes que eu coheci Angélica e Katia. Elas estavam dançando em passinhos e eu me juntei a elas pra dançar. Me lembro que gostei da Angelica de cara, já a Katia era apenas a questão dela ser amiga da Angelica. Dançamos até vir a hora da musica lenta. Foi nessa hora que a Angelica disse "vamos tmar um refri?". E assim fizemos. Sentamos na mesa do bar que ficava dentro da danceteria e começamos a conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adorei seu cabelo cheio de trancinhas - disse Angelica.&lt;br /&gt;- Eu também adoro tranças. Minha mãe faz essas tranças em todas as meninas da minha rua e eu odeio meu cabelo, é muito liso, fica caindo na cara, me incomoda - eu disse.&lt;br /&gt;- Eu não gosto de ficar perdendo tempo com cabelo, por isso corto curto - disse Katia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cabelo dela realmente era bem curtinho, já o da Angelica era bem liso, muito preto e batia acima do bumbum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho que sou diferente de vocês duas - disse Angelica - Não consigo nem pensar em cortar meu cabelo, adoro cabelos longos e lisos... mas vamos mudar de assunto, né? Sandrinha, quais as bandas que você mais curte?&lt;br /&gt;- Sou eclética, gosto de tudo um pouco - disse eu - Mas sou fã mesmo de The Cure, Legião Urbana, Supla, Uns e Outros, Nenhum de Nós, Plebe Rude, e adoro o Dr. Silvana (risos).&lt;br /&gt;- Caramba! - Exclamou Katia - Gosta de todas essas bandas de rock e também do Dr. Silvana?&lt;br /&gt;- Eclética mesmo - disse Angelica - eu também adoro Dr. Silvana e cia.&lt;br /&gt;- Sou eclética mesmo! - eu disse - Adoro Silvinho Blaublau, Alberto Brizola, Léo Jaime, Lobão, Djavan... na maioria das vezes curto música nacional, mas também amo os Menudos...&lt;br /&gt;- Começou a música pra dançar, vamos voltar pro salão. - disse angelica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos dançando na pista de música internacional, onde o pessoal dançava break, quando dois meninos se aproximam... Marquinhos e Telson. Marquinhos era alto, devia ter 1,80m de altura, magro e muito desengonçado, já Telson era lindo, 1,70m mais ou menos, olhos esverdeados, um corpo definido... mas os dois eram igualmente adoráveis. Se aproximaram de nós para acompanhar o passo e, logo já eramos um grupo de amigos que se encontrava todo sábado no mesmo local.&lt;br /&gt;Em um fim de semana desses foi que apresentei os meninos pro meu irmão. Eles tinham em comum o break e logo ficaram super amigos, começaram até a frequentar minha casa.&lt;br /&gt;Minha mãe adorava Telson, ele fazia tudo para agradá-la, até que um dia ele veio me pedir em namoro e eu não quis. Minha mãe e meu irmão ficaram super chateados, eles achavam que ele era um cara legal. E era. Mas eu queria apenas sua amizade. Eu adoro a idéia de um grupo de amigos todo fim de semana dançando, batendo papo. Não queria ter alguém me prendendo, não queria enganar ninguém, eu nem pensava em namorar mas ninguém, o Tony ainda estava bem vivo em meu coração e ia demorar um pouco pra esquecer o quanto sofri, o quanto o quis. E foi assim que mais uma amizade se desfez. Angelica veio conversar comigo, pois percebeu em um dia que nem me aproximei dos meninos, e nisso eu expliquei minha situação para ela e decidimos apenas dançar.&lt;br /&gt;Dançamos até umas 02:00 e meu irmão não apareceu no baile nesse dia. Fiquei sem companhia pra voltar pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Angélica, to ferrada! - eu disse - Meu irmão não apareceu e vou ter que ir andando pra casa sozinha.&lt;br /&gt;- Você pode dormir la em casa - ela disse - a gente da um jeito.&lt;br /&gt;- Seus pais não vão achar ruim?&lt;br /&gt;- Não, fica tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saimos da Girus umas 4 da manhã e fomos para a casa da Angélica, que ficava na estrada de madureira (Nova Iguaçu) ao lado da faculdade e a casa da Katia ficava em frente.&lt;br /&gt;No dia seguinte, um domingo, fomos na casa da Katia... nunca vou me esquecer desse dia... eu tomei banho na casa dela e derrepente ela apareceu na sala dizendo pra todo mundo que eu usava argolas feitas co ferro de Durmabem. Era verdade, eu não tinha dinheiro para comprar bijuterias, ai fazia argolas desse ferrinho, mas fiquei muito triste, me senti muito humilhada. Não consigo esquecer a cena, todos sentados na imensa sala assistindo Silvio Santos...&lt;br /&gt;Sai da casa dela como fugida, as pressas, não estava contendo a dor de ser humilhada. Foi então que Valmir, irmão dela veio falar comigo. Ele saiu da casa gritando "Sandrinha, Sandrinha!" Eu fingia que não ouvia e fui para o ponto de ônibus esperar meu ônibus passar. Valmir senta do meu lado e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sandrinha, não liga pro que Kátia diz, ela é uma menina mimada e futil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um tempo calada, perdida, tentando achar um motivo para que as pessoas façam coisas desse tipo, magoar e ferir outras pessoas assim, sem razão. Mas derrepente voltei pra realidade com o Valmir me falando de seus problemas, tristezas... pensei "Caramba, esse menino que tem tudo o que quer também tem suas lamentações. Foi então que falei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A katia realmente me entristeceu, pensei qe era menina humilde.&lt;br /&gt;- Sandrinha, não importa o que a Katia é ou deixa de ser, o que importa é o que você é! E você é uma garota muito legal, não importa se não tem dinheiro para andar na moda ou usar jóias.&lt;br /&gt;- É, eus ei... pra mim isso também não importa, mas fico triste porque as pessoas se importam, elas não olham pra dentro de cada um , mas julgam pelo exterior...&lt;br /&gt;- Eu olho pro interior! E queria muito ter sua companhia para conversar, sair, dançar... você quer namorar comigo?&lt;br /&gt;- Como assim? Assim sem mais nem menos começar a namorar com você?&lt;br /&gt;- É, assim! Mas vamos fazer o seguinte: não precisa me beijar, abraçar, nada disso agora. A gente sai, se diverte, dança, conversa, você conhece meus pais e a gente só faz aquilo que você quiser fazer. Topa?&lt;br /&gt;- É, acho que assim pode ser!&lt;br /&gt;- Legal, então vou te levar em casa.&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim ficamos dois meses, raramente davamos um beijo, mas nos divertiamos muito juntos, eu o amava de uma maneira especial, ele me fazia acreditar mais em mim, e fazia companhia em momentos tristes ou alegres,  e tinha um abraço doce e fraterno, parecia que queria me proteger do mundo em seus braços. Mas boatos circulavam que ele era gay, as pessoas riam de mim quando eu passava com ele, e eu já desconfiava, tinha certeza que ele era gay, mas como eu não pensava em iniciar uma vida sexual, não me importava, até preferia um namorado que não quisesse transar, com ele eu me sentia querida de verdade, pois eu sentia em cada gesto, em cada abraço o quanto ele realmente se sentia bem ao meu lado, isso era real. Lembro-me como se fosse hoje. Era uma noite fria, estávamos no New Clube, ele sentou na minha frente, estava tocando The Cure... Ele olhou nos meus olhos e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sandrinha, se você namorasse uma pessoa e descobrisse que ele era gay, mas nunca te traiu com nenhum homem, mas antes de você saia com homens, você entenderia?&lt;br /&gt;- Claro que entenderia, as pessoas não podem ser julgadas pelo que fizeram, mas pelo que fazem no momento que estão com você. &lt;br /&gt;- Você é realmente uma pessoa surpreendente, adoro você!&lt;br /&gt;- Também adoro você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento começou a tocar Boys Don't Cry - The cure. Ele me puxou para o meio do salão e dançamos até pingar de suor. Mas aquela noite parecia ser a nossa despedida, talvez ele queria dizer adeus, mas não sabia como fazer.&lt;br /&gt;Depois desse dia, não o vi mais. Ficou sem me procurar dias, semanas... Eu também não o procurei, respeitei sua ausência, acho que no fundo entendi tudo, sabia que aquele dia tinha sido uma despedida.&lt;br /&gt;Fui então ao baile da Girus com as meninas do Bom Pastor. E como sempre acontecia após o baile, ficamos sentadas na rodoviária de Nova Iguaçu esperando a hora do ônibus. Eu estava ali, sentada no meio-fio, quando vi ao longe três lindos travestis e geral mexendo com eles. E eu não acreditei no que vi: o Valmir vestido de mulher. Ele tentou se esconder de mim, mas eu corri gritando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espera, espera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou de cabeça baixa, com vergonha de me olhar nos olhos. Então eu disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Val... não precisa ficar triste e nem com vergonha.&lt;br /&gt;- Desculpa Sandrinha. Eu não queria te magoar.&lt;br /&gt;- Val, isso não muda em nada o meu respeito, minha admiração, meu carinho por você! Você foi o melhor namorado que tive, aquele que me fez sorrir, me fez companhia nas horas difíceis, aquele que realmente gostava de estar comigo e o melhor, não tinha nenhuma intenção por trás de tudo...&lt;br /&gt;- Eu gosto demais de você, Sandrinha. Mas não queria continuar te enganando. Mais cedo ou mais tarde você irá despertar para a vida sexual e eu não seria bom pra você.&lt;br /&gt;Talvez você até tenha razão, mas você foi e será eternamente alguém especial para mim. Amo você de uma maneira pura e verdadeira, que talvez nunca mais amarei, diferente de tudo que vivi.&lt;br /&gt;- Obrigado Sandrinha. Eu sinto o mesmo por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento cairam lágrimas de seus olhos borrando o preto de sua maquiagem. Eu o abracei, beijei no rosto e disse adeus... e então o vi indo embora de minha vida. Mais uma vez alguém especial estava saindo da minha vida e eu ficando sozinha novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-1404383732342746922?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/1404383732342746922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2010/02/uma-descoberta-surpreendente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/1404383732342746922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/1404383732342746922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2010/02/uma-descoberta-surpreendente.html' title='Uma descoberta surpreendente'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-6240866238330873878</id><published>2009-12-08T16:30:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T16:33:20.353-08:00</updated><title type='text'>Novas amizades parte 2</title><content type='html'>Novas amizades parte 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim da minha historia com o Tony, eu voltei a sair com as meninas para o baile da Giru’s Clube de Nova Iguaçu. Era uma noite de sábado, chuvosa, e fria, me lembro que eu fui ao baile sem vontade nenhuma, minha alto-estima estava no chão, eu não conseguia entender, todos os meninos que gostava, diziam me amar como pessoa, mas então porque nunca dava certo? Eu pensava.&lt;br /&gt;Estava perdida em meus pensamentos, encostada em uma pilastra, quando começou a hora da musica lenta, quando um garoto loiro de cabelo bem lisinho vem em minha direção e me tira para dançar, a música era A Cruz e Espada do RPM, eu sem vontade alguma aceitei.&lt;br /&gt;Dançamos, e eu ia saindo as pressas quando ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não queria só dançar com você, quero te conhecer!&lt;br /&gt;-É! Prazer, Sandrinha! Respondi.&lt;br /&gt;-Prazer, João Carlos! Você vem sempre aqui nesse baile?&lt;br /&gt;- Venho! Respondi&lt;br /&gt;-Ta afim de um refri? Eu pago! Ele disse&lt;br /&gt;-Tudo bem! Respondi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos para tomar refrigerante e conversar... A vida é mesmo muito engraçada. Acho que naquele momento ele tava procurando uma menina pra ficar, e acabou ganhando uma grande amiga e companheira. Nossa amizade se estendeu, não sentia nenhuma atração por ele, e acho que com o passar do tempo ele também começou a me ver como amiga, começamos a sair juntos pra jogar totó no shopping, ir ao parque então, era todo domingo. Até que um dia em que ele me chamou pra ir à casa da tia dele, ele me avisou que ela era muito cheia de frescura, gostava de tomar chá em xícaras de porcelana, ler e que seu papo era chato, falava muito sobre filosofia oriental e etc. Falou também dos seus primos Marco Túlio, que disse ser muito legal, e Max seu primo metido a intelectual, que só pensava em estudar, ler, fazia até curso de alemão. Quando cheguei na casa deles fiquei deslumbrada, a casa ficava ao lado da praça do skate, tinha muitos jovens curtindo um som e andando de skate. A casa deles era enorme, a decoração era linda, e a tia dele, um doce, uma pessoa muito fina, educada e gentil, pra surpresa do João nos duas ficamos amigas, ela me chamou para tomar chá, eu adorei... Estávamos eu e ela batendo papo, quando de repente a porta da biblioteca se abre e sai de lá um rapaz alto, forte, muito branco e loiro, era o Max, nunca vou esquecer a maneira como ele me olhou, ele ficou um tempo parado me olhando, e depois veio tomar chá com a gente. Enquanto isso, João e Túlio estavam na praça do Skate me esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi! Prazer meu nome é Max, quem é você? Perguntou.&lt;br /&gt;Dona Nice responde por mim&lt;br /&gt;- Ela é a amiga do João! Sandrinha.&lt;br /&gt;-È. Sou a amiga do João. Prazer!&lt;br /&gt;Tomamos chá, e ele perguntou&lt;br /&gt;- Você gosta de ler?&lt;br /&gt;- Gostar eu gosto, mas não tenho muito acesso a livros não!&lt;br /&gt;-Qual o livro que você mais gostou de ler? Ele perguntou&lt;br /&gt;- Adoro Os Lusíadas - Luís De Camões, Gibran, e Dom Casmurro de Machado de Assis. Respondi&lt;br /&gt;- Alem de ler, o que você gosta de fazer? Perguntou.&lt;br /&gt;- Gosto de escrever sobre coisas do cotidiano, fazer poesia, dançar e jogar totó. Adoro jogar totó! Respondi.&lt;br /&gt;- Legal, podemos marcar um dia pra irmos jogar totó? Perguntou.&lt;br /&gt;- Claro! Respondi.&lt;br /&gt;- Quer dar uma olhada na nossa biblioteca? Tem coisas bem legais. Perguntou.&lt;br /&gt;- Quero sim! Respondi&lt;br /&gt;Fomos à biblioteca, daquele momento em diante o Max deixava de ser o CDF retraído e calado, introvertido, e passava a ser um grande amigo. Descobri que tinha mais afinidades com ele do que com o João e o Túlio. Gostava deles, mas ao lado de Max eu aprendia coisas, conhecia coisas meu mundo se abria, ele sempre me mostrava algo que eu não conhecia e nossas conversas se estendiam...&lt;br /&gt;A vida é mesmo engraçada, era sempre eu quem levava o fora, e acabei achando que ninguém nunca fosse me amar, mas tudo isso mudou quando conheci o Max. Max se apegou de tal maneira que tinha que me ver pelo menos duas vezes por semana, acho que era porque eu gostava de ouvir o que ele tinha pra falar, eu não sabia as coisas que ele sabia, mas queria aprender, queria ouvir, e ele se sentia importante, aceito e querido, já que pro pessoal da nossa idade, ele era o chato. Eu adorava estar com ele, mas tinha medo de falar que morava num barraco, pensei que ele deixaria de gostar de mim, pensei que um menino que estudava no Leopoldo, falava Inglês e alemão, nunca iria querer ser amigo de alguém como eu. Mas Max, além de querer minha amizade, se apaixonou por mim, e foi por esse motivo, após uma declaração dele, que resolvi nunca mais aparecer, pois não queria magoá-lo, e achava que nunca seria menina pra ele.&lt;br /&gt;Afastei-me, passaram-se duas semanas, não liguei, não o procurei, confesso que senti muita saudade, adorava estar com ele e a mãe dele. Mas nunca tinha tido coragem de convidar eles pra minha casa, sem mesa, sem cadeiras, com um sofá rasgado, um banheiro sem teto, tudo no tijolo, num pé de morro. O que eu não esperava era que através do telefone da minha vizinha Dona Lucia, o Max descobrir meu endereço e me procurar. Foi uma surpresa muito ruim, ele apareceu, viu toda minha pobreza, mas pra minha surpresa, e emoção, ele era muito mais especial do que eu pensava, com os olhos rasos de lagrimas me disse:&lt;br /&gt;-Então é por isso que você não fala onde mora?&lt;br /&gt;Eu nem respondi, fiquei de cabeça baixa sem nada a dizer.&lt;br /&gt;- Sandrinha, você não devia ter vergonha de ser pobre! Isso não é feio, não é defeito, e nem motivo pra se envergonhar. Ele disse.&lt;br /&gt;- É eu sei... Sussurrei&lt;br /&gt;-Sandrinha, eu vim aqui por que estamos com muita saudade de você. Disse&lt;br /&gt;- Quando sua mãe souber a verdade, não vai querer que eu ande com você. Exclamei.&lt;br /&gt;-Você está enganada! Minha mãe gosta de você, de verdade e pra ela assim como pra mim, não importa onde você mora, e sim quem você é.&lt;br /&gt;-Eu escondi isso de vocês, não mereço a confiança de vocês. Exclamei.&lt;br /&gt;-Sandrinha, você merece nossa confiança, admiração e amor, e é por isso que vim aqui, perguntei a sua vizinha como chegar, ela me passou o endereço, e eu vim aqui pra dizer que quero namorar com você! Naquele momento era o que eu mais temia, pois eu tinha me afastado justamente por isso, eu o adorava, mas não pensava em namorar com ele, não sentia atração nenhuma, e não queria magoá-lo, pois ele era especial demais, pra eu o fazer sofrer. Foi então que eu consegui entender o que acontecia com os meninos que eu gostava e que não namoravam comigo, era exatamente a mesma coisa, eles não queriam me magoar.&lt;br /&gt;Olhei bem nos olhos dele e disse:&lt;br /&gt;-Max, você é alguém que eu nunca vou esquecer, mas não quero namorar com você, pois te amo como um irmão, queria que você fosse embora e nunca mais me procurasse, vai ser melhor assim... Quem sabe um dia quando tudo passar poderemos ser bons amigos novamente.&lt;br /&gt;-Você tem certeza? Eu não me importo com sua condição financeira, é isso? Perguntou.&lt;br /&gt;-Não! Apenas não sinto o mesmo que você sente. Respondi.&lt;br /&gt;- Sandrinha, eu vou embora da sua vida, mas saiba que se você quiser vou estar te esperando, pois você é a menina com quem eu quero me casar, pensa nisso! Disse isso, beijou minha mão e se foi.&lt;br /&gt;Eu gostava tanto dele, da sua companhia, que quase corri atrás dele pra dizer que aceitava namorar com ele, mas me segurei, pois sabia que se eu fizesse isso eu estaria pensando apenas em mim... Ele iria se apegar ainda mais,&lt;br /&gt;E depois, se eu o deixasse, o sofrimento seria maior.&lt;br /&gt;Assim... Tudo recomeça novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-6240866238330873878?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/6240866238330873878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/12/novas-amizades-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6240866238330873878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6240866238330873878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/12/novas-amizades-parte-2.html' title='Novas amizades parte 2'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-5275949937459586339</id><published>2009-11-11T17:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T17:11:05.307-08:00</updated><title type='text'>NOVASS AMIZADES e UM ROMANCE INESQUECIVEL</title><content type='html'>Com o fim do meu namoro com o Gilberto, o adeus aos amigos do circo&lt;br /&gt;E a tristeza do acidente da Valéria, o Bom Pastor ficou muito triste, eu precisava superar tudo aquilo, fui à busca de novos amigos, novos lugares.&lt;br /&gt;Ao invés de ir para a sorveteria e da casa da Verinha, comecei a freqüentar o Shopping &lt;br /&gt;De Nova Iguaçu, e os clubes de lá. Dando inicio a uma nova e inesquecível fase de minha vida.&lt;br /&gt; Num desses passeios, estava no centro de Nova Iguaçu. Parei para perguntar a um camelô que vendia relógios que horas eram, foi quando ouvi uma voz atrás de mim, dizendo a hora, quando olhei, era um rapaz bonito, branco, de cabelos escuros, ele me deu um lindo sorriso e eu, tímida, correspondi. Ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está com pressa ou pode tomar um sorvete?&lt;br /&gt;- Posso sim! – respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que fiquei fascinada por ele, como se fosse um encantamento. Andamos pela rua brincando, rindo, ele fazia coisas engraçadas, e me fez descer e subir a escada rolante de um centro comercial, invertendo, descendo quando a escada subia e vice-versa, achei super divertido. Depois fomos jogar totó, jogamos a tarde toda e, finalmente, eu perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente passou a tarde toda juntos e eu não perguntei seu nome, qual é?&lt;br /&gt;- Artidônio. – ele respondeu – Mas todos me chamam de Tony. Prazer. E você, como se chama?&lt;br /&gt;- Sandra, mas todos me chamam de Sandrinha.&lt;br /&gt;- Posso te colocar um apelido?&lt;br /&gt;- Pode.&lt;br /&gt;- Vou te chamar de monstrinho.&lt;br /&gt;- Monstrinho? Mas por quê?&lt;br /&gt;- Você é uma menina estranha, incomum. Usa roupas largas, é diferente das outras meninas arrumadinhas que conheço.&lt;br /&gt;- Mas é só isso? Eu sou feia demais?&lt;br /&gt;- Não! Feia você não é! Apenas diferente, e eu gosto muito do seu jeito. Você vai ser o meu monstrinho, ta?&lt;br /&gt;- Ta legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi tão lindo e sincero o jeito que ele disse que eu passei a amar o apelido. Então ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou passando por um sério problema, sobre qual não quero falar, e foi muito bom encontrar alguém como você no meu caminho, foi um dia inesquecível, quero te ver de novo, pode ser?&lt;br /&gt;- Claro que pode ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mal sabia ele que tudo que eu mais queria naquele momento era ouvir aquilo, ouvi-lo dizer que queria me ver de novo.&lt;br /&gt; Ele pediu um papel e uma caneta no bar onde estávamos tomando suco e escreveu a seguinte frase: “Monstrinho, você é assustadoramente especial, inacreditavelmente diferente. Foi bom conhecer você, me liga.” E colocou o telefone no bilhete. Ele me levou até o ponto do meu ônibus e me deu um beijo na testa. Fui pra casa sonhando... Ele tinha um pouco do Betinho no seu jeito alegre e louco de ser.&lt;br /&gt; Passou uma semana e resolvi ligar, relutei muito para não ligar, mas sentia que precisava vê-lo novamente. Liguei e tive uma agradável surpresa, ele ficou tão feliz com minha ligação e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Monstrinho! Que bom que você ligou. Estava com medo de você ter perdido o papel, quero muito te ver, eu preciso muito te ver!&lt;br /&gt;- Também queria te ver, por isso liguei.&lt;br /&gt;- Você está fazendo o que agora?&lt;br /&gt;- Como assim? Agora?&lt;br /&gt;- É. Nesse momento.&lt;br /&gt;- Nada, falando com você no telefone.&lt;br /&gt;- Eu sei monstrinho. Eu quero saber se você tem alguma coisa pra fazer agora, na hora do almoço.&lt;br /&gt;- Eu não!&lt;br /&gt;- Vem almoçar comigo aqui em casa. Pega uma caneta e um papel que eu vou te passar o endereço.&lt;br /&gt;- Mas seus pais estão em casa? Você não está sozinho não, não é?&lt;br /&gt;- Não to sozinho não. Meus pais e irmãos estão aqui, pode vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu relutei, porém fui! Quando cheguei fiquei feliz, a casa estava cheia de gente, conheci a mãe dele, os irmãos... Nossa amizade era linda, ao meu lado ele parecia um garotinho de 5 anos, mas na verdade quem era a menina era eu, que tinha acabado de completar 15 anos. Ele já estava com uns 19 ou 20 anos. Tudo era tão real e sincero entre nós que a saudade machucava o peito, mas como não podia ser diferente, eu, a Sandrinha, sempre era tratada como a menina legal, que era ótima companhia, ótima parceira, mas sempre era dispensada como a namorada.&lt;br /&gt; Eu fazia todos eles se sentirem valorizados, era amiga e compreensiva (acho que esse era o problema). Mas também tive um monte de meninos que me amavam tanto, tanto de dar pena. Acho que nós, seres humanos somos todos iguais nisso, só valorizamos o que não podemos ter.&lt;br /&gt; Eu e o Tony passávamos as tardes de quarta e sexta no shopping de Nova Iguaçu jogando totó, bebendo refrigerante. Nossa amizade durou 3 meses, 3 meses de intensa alegria, até que um dia, Tony me chama pra conversar sério. Confesso que pensei que ele fosse me pedir em namoro, minha ansiedade era imensa, contava as horas para vê-lo. Nos encontramos no shopping, como sempre, mas nesse dia ele me levou para um outro lugar, um barzinho bem aconchegante, sentamos um de frente para o outro. Havia algo em seus olhos que me parecia um misto de dor e ternura. Podia ver em seus olhos um adeus. Pedimos suco de laranja. Então ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Monstrinho, você foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos, você me da alegria, me faz passar horas felizes, como a muito tempo não acontecia. &lt;br /&gt;- Tony, o que você ta querendo dizer? Você está com algum problema? Posso te ajudar?&lt;br /&gt;- Não olhe para trás, não demonstre nada, a minha namorada está vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naquele momento eu me segurei para não agir de maneira egoísta e passional, foi um choque pra mim, afinal eu nem imaginava que ele tinha namorada. Então ela entra, para atrás de mim...&lt;br /&gt; Ela era linda. Morena, cabelos longos, corpo escultural, bem vestida, e eu com aquelas roupas imensas e largas, tranças no cabelo. Foi aí que eu percebi que os homens podiam amar uma pessoa, mas na verdade só namoram com “mulheres” e não com “pessoas”. Então ela disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Tony! Tudo bem?&lt;br /&gt;- Oi Meire, deixa eu te apresentar minha amiga, Monstrinho. &lt;br /&gt;- Oi. – ela disse – Monstrinho? É apelido, não é?&lt;br /&gt;- É sim. – respondi.&lt;br /&gt;- Ah ta! – exclamou ela.&lt;br /&gt;- Bem... Eu vou embora, pois já ta na minha hora. – disse eu – Foi um prazer conhecer a namorada do Tony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Saí dali com sem rumo, com a mente nas nuvens, o coração apertado e baixa auto-estima. Estava andando sem rumo quando ouvi gritos ao longe, chamando por Monstrinho. Eu estava andando colada com a linha do trem de Nova Iguaçu, olhei para frente, pro lado, pra trás e não via ninguém, foi quando a voz gritou: “olha pra cima.” Eu então vi o Tony correndo como um louco pela passarela gritando: “monstrinho, me espera. Eu te amo!” E aquela frase me comoveu, era tudo que eu queria ouvir, percebi que também poderia ser amada, não por ser linda, mas por ser exatamente como sou. Esperei, e quando ele chegou perto me abraçou chorando, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos nos sentar em um lugar calmo, a gente precisa conversar.&lt;br /&gt;- Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sentamos na escada da estação de trem, eram mais de 18h e o movimento estava tranqüilo. Então ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando sentei com você no barzinho era pra abrir meu coração, te contar um monte de coisas, mas eu não conseguia, pois eu sabia que iria te ferir.&lt;br /&gt;- Faz mal não, pode falar.&lt;br /&gt;- Eu namoro a Meire há 5 anos, mas com o tempo foi desgastando. A gente só ficava juntos pra transar, o resto do tempo eram brigas, eu nunca passei um dia com ela como passei com você, feliz de verdade.&lt;br /&gt;- Por que você não falou logo no inicio que você tinha namorada?&lt;br /&gt;- Não sei! Eu não queria estragar tudo, estava vivendo uma coisa diferente, e também não achei que pudesse gostar de você, achei que seriamos amigos pra sempre, mas agora descobri um sentimento forte e intenso por você, porém não vou continuar te enganando, vou falar pra você toda a verdade. A Meire está grávida de 3 meses e a família dela está cobrando casamento.&lt;br /&gt;- Poxa! Tony, isso é muito sério. Vocês são responsáveis por essa vida, você tem que ajudar e apoiar ela nesse momento, e a melhor coisa pra nós, é não nos vermos mais.&lt;br /&gt;- Não! Por favor! Não me diga que não vamos mais nos ver. Eu preciso de você pra me ouvir, pra me dar um pouco de alegria.&lt;br /&gt;- Cara, você está sendo egoísta. E a minha alegria? E a da Meire? E a do bebê? Eu não posso ficar do lado de alguém que quero como namorado, apenas como amiga. A Meire precisa de você, e o bebê, de um pai. Vamos esquecer que nos conhecemos, e quem sabe um dia, depois da dor ter passado, a gente se esbarre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim, em lágrimas, dizemos adeus, mas nunca esqueci toda essa história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-5275949937459586339?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/5275949937459586339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/11/novass-amizades-e-um-romance.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/5275949937459586339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/5275949937459586339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/11/novass-amizades-e-um-romance.html' title='NOVASS AMIZADES e UM ROMANCE INESQUECIVEL'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-5338214755361585524</id><published>2009-11-09T16:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-09T16:55:36.530-08:00</updated><title type='text'>O Acidente na curva da Bayer do Brasil</title><content type='html'>É... A vida segue seu rumo, amigos chegam, amigos partem, amigos ficam.&lt;br /&gt;O Circo foi embora, mas meus queridos amigos antigos ainda estavam ali, como sempre.&lt;br /&gt;Tudo voltou a ser como antes, tudo normal até chegar o dia do baile na Bayer do Brasil,&lt;br /&gt;Um dia que marcaria as nossas vidas, pra sempre.&lt;br /&gt;Esse baile era esperado por toda população jovem do Bom Pastor e das redondezas. Grandes atrações da época apareciam por lá, como: Doutor Silvana, Alberto Brizola, entre outros.&lt;br /&gt; Como quase sempre, fui à casa da Verinha para que elas me arrumassem e para que elas me levassem ao baile. Lembro-me que neste dia o Marco e a Verinha fizeram as pazes depois de muito tempo brigados, fiquei muito feliz, pois adorava vê-los juntos, eles se amavam tanto e o amor deles me cativava, me fazia sonhar em um dia viver um amor como o deles. Fomos: eu, Nina, Elias, Elza e Verinha, que encontrou o Marcos Lá. Valéria e Claudia foram com seus namorados, separadas de nós, e os meninos do The Break City também compareceram ao baile, todos com seus grupos. Foram separados, mas se encontraram lá. Mais uma vez, lá estava eu, dando de cara com o Índio e sua amada.&lt;br /&gt; O baile foi maravilhoso, todos dançaram e curtiram muito até a hora de ir embora, aí então, mais uma vez os grupos se foram, voltando todo mundo junto, menos a Valéria e a Cláudia, que seguiriam dali para um pagode. Elas podiam, afinal eram maiores de idade. Valéria passou de carro, abriu a janela e disse ao meu irmão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lima, cuida bem da Sandrinha.&lt;br /&gt;- Não se preocupa não, a Sandrinha vai dormir lá em casa. – disse a Verinha.&lt;br /&gt;- Ta legal. – disse a Valéria – Tchau gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o carro seguiu...&lt;br /&gt; Quando chegamos na casa da verinha, fizemos o de sempre: tomar banho, trocar de roupa e comentar todos os fatos da festa do baile. Estávamos conversando, quando de repente ouvimos um barulho, como uma explosão. Senti um calafrio e um aperto no peito, mas nada falei. Ficamos preocupadas, mas fomos dormir. Umas três horas depois, um amigo de dona Eurípides foi lá para avisar que a Valéria tinha sofrido um acidente na curva da Bayer na volta de um pagode no centro de Belford Roxo. O acidente foi realmente grave e foi um milagre Claudia e Verinha terem escapado. O motorista, namorado de Claudia, teve um infarto fulminante ao volante. O veículo capotou, Claudia foi atirada pela janela do carro e Valéria ficou presa nas ferragens junto com seu namorado. Claudia, vendo que o carro começou a pegar fogo, correu em direção ao veículo, tentou desesperadamente abrir a porta, mas todas as tentativas foram em vão. Num ato heróico, encheu-se de coragem, pegou Valéria pelos braços, arrastou pela janela com toda força, mas a perna de Valéria foi rasgada, pois não tinha outro jeito, assim que Claudia tirou Valéria e conseguiu colocá-la num lugar seguro, o carro explodiu. O acidente foi um fato marcante na vida de Valéria que, perdeu seu namorado e ficou 1 ano sem andar direito e quando estava se recuperando, sofre um tombo, e novamente machuca a perna, tendo que continuar andar de muletas. Mas Valéria era uma guerreira, não se entregou, lutou, casou, montou seu negócio e mostrou que somos todos capazes de superar as dificuldades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-5338214755361585524?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/5338214755361585524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/11/o-acidente-na-curva-da-bayer-do-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/5338214755361585524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/5338214755361585524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/11/o-acidente-na-curva-da-bayer-do-brasil.html' title='O Acidente na curva da Bayer do Brasil'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-3992921803795111158</id><published>2009-10-28T16:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T16:14:14.919-07:00</updated><title type='text'>O Circo</title><content type='html'>Desde que eu me entendo por gente, circo é algo que me fascina, principalmente palhaços, malabaristas e trapezistas. Me perdia em devaneios sonhando em ser uma palhaça malabarista.&lt;br /&gt; O parque do Bom Pastor foi embora, dando vez ao circo, pequeno, porém era o motivo de muita alegria e diversão. Minha avó Euvira quando tinha dinheiro na mão só pensava em nos proporcionar grandes alegrias, as vezes em pequenas coisas como sorvetes e doces. Mas minha avó era tão querida, que sempre era presenteada com ingressos e doces. E por falar em doces, quero narrar também uma coisa que me marcou muito na infância: a época de Cosme e Damião. Crenças a parte, naquela época em que passávamos fome, e quando tinha frango ou carne era luxo, era festa, momento raro... Ficávamos o ano todo contando os meses, semanas e dias para as festas de Cosme e Damião, só assim comeríamos doces durante dias, além de ganharmos brinquedos que não podíamos comprar como bonecas, bambolê... Eu sumia de casa assim que o sol nascia e só voltava depois de escurecer com uma bolsa de supermercado cheia de doces.&lt;br /&gt; Vamos falar de circo... Minha avó ganhou convites para a estréia, um rapaz chamado Edgard, que trabalhava numa obra deu a ela, que chegou toda feliz em casa, mostrando três convites, um para ela e os outros para eu e minha irmãzinha Beth. O meu entusiasmo era tanto que quase não conseguia me conter, ficava andando de um lado para o outro contando as horas e, finalmente 18h, não posso esquecer a sensação que senti, parece que estou vivendo essa emoção agora, só de lembrar o quanto o circo me fascinava e fascina.&lt;br /&gt; Logo na entrada conheci um rapaz. Ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, sejam bem vindas!&lt;br /&gt;- Obrigada – eu disse.&lt;br /&gt;- Meu nome é Batatinha, e o seu?&lt;br /&gt;- Sandrinha. Esta aqui é Beth, minha irmã e essa é minha avó Euvira.&lt;br /&gt;- Oi, dona Euvira. Que bom que a senhora veio.&lt;br /&gt;- Nós adoramos circo! – disse minha avó – Que bom que vocês vieram até Bom Pastor.&lt;br /&gt;- É, mas agora vamos deixar de papo, pois o espetáculo vai começar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Puxei a mão de minha avó e fomos correndo para dentro. Sentamos na primeira fileira. Nunca vou me esquecer, tinha uma mulher que andava de bicicleta numa corda. De repente aparecem dois palhaços... Nessa hora meu coração começou a bater mais forte e, para minha surpresa, um dos palhaços era nosso amigo Batatinha.&lt;br /&gt; No final do espetáculo estávamos saindo quando Batatinha veio até nós e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês gostaram?&lt;br /&gt;- Nossa! Eu adorei! – eu disse – Eu adoro malabaristas e palhaços! Um dia ainda vou ser um palhaço também!&lt;br /&gt;- Legal que você gostou! Vou te propor uma coisa então...&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Fora do horário do espetáculo você é minha convidada para conhecer todos aqui, assistir nossos ensaios... O que acha?&lt;br /&gt;- Caramba! Acho maravilhoso! É sério?&lt;br /&gt;- É sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E assim aconteceu, foi algo inesquecível para mim participar da vida de um circo, assistir os ensaios, conviver com aquelas pessoas foi algo que me marcou e que nunca esqueci... Nem eu, nem minha irmã, que até hoje fala “Senti um friozinho na garagem”, frase que Batatinha falava quando o outro palhaço abanava o bumbum dele.&lt;br /&gt; Foram dois meses de muitas descobertas e alegrias, até o dia da despedida, dia do circo ir para outro bairro. Foi um dia muito triste para mim, me despedir de todos aqueles amigos e, principalmente, de Batatinha, que me ensinava como ser palhaça, me fazia chorar de rir...&lt;br /&gt; Antes de chegar perto, fiquei uns vinte minutos de longe, olhando todos trabalhando, desmontando o circo. Sentia tanto... Era uma angustia dentro do peito, era como se tivesse perdendo parte da minha família e, ao mesmo tempo, parte do meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vim me despedir. – eu disse ao Batatinha, chorando.&lt;br /&gt;- Sandrinha, não fica assim. – ele disse – Vida de artista circense é assim, não criamos raízes em nenhum lugar, porém onde passamos deixamos nossa semente de amor, amizade, alegria... Mas também deixamos e levamos muitas saudades de quem nos ama, e amamos.&lt;br /&gt;- É... Eu sei...&lt;br /&gt;- Vou te dar uma pequena lembrança para você nunca mais esquecer. – disse ele, colocando um nariz de palhaço em meu rosto. – Seu primeiro nariz, apenas o começo de sua trajetória de palhaça, um dia tenho certeza que vamos nos encontrar novamente em algum circo por aí!&lt;br /&gt;- Tomara! Mas de qualquer maneira quero que você saiba que foi muito especial para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dei um beijo em seu rosto saí... Escondi-me durante horas, e quando o caminhão saiu, levando todos os meus amigos, levou também um pouco de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-3992921803795111158?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/3992921803795111158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/o-circo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/3992921803795111158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/3992921803795111158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/o-circo.html' title='O Circo'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-1664251728410760146</id><published>2009-10-14T06:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T06:57:53.853-07:00</updated><title type='text'>Meu Primeiro Namorado</title><content type='html'>Todos os dias eu dava um jeito de ir à sorveteria do centro de Bom Pastor tomar sorvete, e acabei ficando amiga da Débora, que trabalhava na sorveteria. Assim como eu, também freqüentavam a sorveteria Marlene, Ivone e Ivete (irmã de Ivone). De tanto freqüentar, acabei trabalhando lá ganhando apenas uns trocados nos fins de semana. As meninas eram divertidas e legais, mas uma coisa me aborrecia na Débora, ela gostava de debochar dos outros e paquerar o namorado das outras. E foi em uma destas que ela acabou arrumando uma briga com a Babi, líder de uma gangue feminina. Babi era na dela, não costumava mexer com ninguém, apenas se defendia e não levava desaforos para casa. Mas o problema é que quando ela entrava em uma briga era violenta e não aceitava perder. A Débora gostava de irritar a Babi e sempre que a via com seu namorado ficava dando mole para ele, ou então, ficava cochichando e rindo. As meninas também gostavam de bagunça e riam junto com a Débora, eu ficava muito aborrecida, não gostava de vê-la implicando sem motivo com as pessoas. Um belo dia, quando voltávamos da casa da Marlene, eu, Débora, Ivone e Ivete fomos cercadas de longe pela Babi e sua gangue, Débora ficou apavorada e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos voltar! Vamos voltar!&lt;br /&gt;- Por quê? – eu perguntei meio surpresa.&lt;br /&gt;- A Babi vai arrebentar a gente. – disse ela – Ela bate muito e anda com canivete.&lt;br /&gt;- Ah é? Se você sabia disso, por que atiçou?&lt;br /&gt;- Cala a boca! Eu vou me mandar. Se você quiser apanhar, pode ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela e as outras meninas voltaram correndo para casa e eu segui meu caminho com medo e gritei para Babi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Babi, antes de você me bater eu quero falar com você. Depois pode vir uma de cada vez que eu encaro. Mas primeiro me responda umas perguntas.&lt;br /&gt;- Ta – ela disse – pode falar!&lt;br /&gt;- Algum dia mexi com você?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Já dei mole pro seu namorado?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Então por que você quer me bater?&lt;br /&gt;- Porque você anda com aquela lá.&lt;br /&gt;- Não sou como ela. Não faço o que ela faz. Apenas sou amiga dela, como poderia ser sua também, já que não tenho nada contra você.&lt;br /&gt;- Sabe de uma coisa? Gostei de sua atitude, você é das minhas, tem coragem. A partir de agora não vou mexer com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E apertou minha mão. A partir daquele dia prestei mais atenção no ditado que diz “quem não deve não teme”. Usei a verdade, e contra a verdade não há argumentos. Se não tivesse tomado aquela atitude teria que viver me escondendo e fugindo, esse tipo de coisa não me agrada nem um pouco.&lt;br /&gt; Mais um dia na sorveteria. Babi do outro lado da rua e Débora na sorveteria, agora parecia outra pessoa, nem se quer olhava para o lado onde estava Babi. Era um dia quente, o sol estava rachando, de repente me surge uma figura interessante, branco, baixinho, com topete e um violão nos braços, era o Gilberto. Era o tipo de garoto que você nunca olharia na rua, mas quando abria a boca, você morria por ele, cavaleiro, divertido e inteligente. Era famoso na baixada por ser um dos maiores capoeiristas de Belford Roxo e também um dos melhores guitarristas. Gostava de estudar e tinha planos de ter um futuro melhor. Ele parou ali, tomou vários sorvetes e tocou violão para nós até anoitecer. A tarde foi divertida como nunca, no intervalo de cada musica, uma piada, ele era o rei disso. Ele então pegou minha mão e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos nos ver no sábado?&lt;br /&gt;- Não posso ir longe – respondi.&lt;br /&gt;- Aqui no parque mesmo.&lt;br /&gt;- Ta legal, venho com minha avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E assim combinamos. Quando cheguei em casa fui logo contando para minha avó, que ouviu tudo atentamente e depois me contou sua história de amor.&lt;br /&gt; Chega finalmente sábado. Eu, minha vó e minha irmã Beth nos arrumamos e fomos ao parque, no meio do caminho comemos muitos doces e sorvetes que minha vó ganhava, pois ela era muito querida. Estávamos andando quando alguém tapou meus olhos, imitando voz de mulher perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adivinha quem é?&lt;br /&gt;- Gilberto – eu disse.&lt;br /&gt;- Puxa! Como você sabia? – ele disse.&lt;br /&gt;- É que eu sou adivinha. Você não sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele riu, segurou minha mão e me puxou para a roda gigante. Minha vó, que mais parecia uma adolescente, me deu a maior força e ficou com minha irmãzinha. Brincamos muito no parque, fiquei fascinada, nunca tinha conhecido um menino tão divertido e legal. Na hora de ir embora, ele pediu à minha vó que me deixasse um  pouco mais, que depois ele me levaria em casa. E assim aconteceu. Na hora de nos despedirmos, ele me deu um beijo e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos nos encontrar amanhã? Quero que você conheça meus pais.&lt;br /&gt;- Nossa! – eu disse assustada – Tão rápido!&lt;br /&gt;- E por que não?&lt;br /&gt;- Ta legal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Manhã de domingo. Nos encontramos em frente a sorveteria e de lá fomos para a casa dele almoçar. Quando conheci a família dele fiquei encantada. Dona Gená, sua mãe, era morena clara, de cabelos negros, com corpo bem feito, destas mulheres de bunda e peito grandes e cintura fina, muito bonita. Seu Antonio, o pai, era bem baixinho, em torno de 1,60m de altura, careca e barrigudo, mas ele era muito engraçado, prestativo e de bom coração. Eram do tipo de pessoas que faziam a gente se sentir bem perto deles. Também tinham os dois irmãos, Marcelo e Robertinho. Era uma família muito unida e cheia de amor. Seu Antônio se tornou um pai para mim. Todas as vezes que eu chegava lá, ele ia correndo comprar refrigerante ou frutas, nunca se esquecia de comprar melancia, pois sabia que era minha fruta preferida. Dona Gená era uma grande amiga, me dava conselhos e dicas sobre todos os assuntos. Eu freqüentava todos os domingos a casa deles e sonhava em casar com Gilberto, ter filhos e fazer parte daquela família, mas parece que só eu queria isto. O Gilberto tocava no Rud’s Bar, um bar em São Vicente, e me levava para assistir os shows aos domingos, pois era o dia que acabava cedo. Num desses domingos estava eu em uma mesa, com mais duas meninas, que namoravam outros componentes da banda, quando uma menina se senta ao meu lado e pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é a namoradinha do Beto?&lt;br /&gt;- Sou sim! – eu disse – Por quê?&lt;br /&gt;- E eu sou a amante querida...&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Eu saio com ele, você não sabe?&lt;br /&gt;- Ah é? Então faça bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Viro as costas e saio em direção à rua. Neste dia chovia muito e estava muito frio, eu usava um vestido “tomara-que-caia” e não havia levado casaco. Gilberto deixa a banda no palco e vem desesperado, me cobre com seu blusão, segura meu braço e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que ela te disse?&lt;br /&gt;- A verdade – eu falei.&lt;br /&gt;- Que verdade?&lt;br /&gt;- Que vocês têm um caso.&lt;br /&gt;- Não vou negar nada pra você, mas você vai me ouvir diante dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me puxou e me colocou frente a frente com a menina e diz a ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está vendo esta aqui? Ela é uma garota de família. Eu namoro com ela e um dia quero me casar com uma menina como ela. Você é uma destas que o cara sai pra se divertir, mais nada. Me deixe em paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina saiu chorando, e eu muito magoada falo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você pensa que pode fazer isso com as pessoas, você não tem sentimentos. O que te leva a pensar que ela é pior que eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naquele instante percebi lágrimas em seus olhos negros. Ele então sobe ao palco e o vocalista da banda fala ao microfone:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta música é um pedido de perdão do nosso guitarrista Beto para sua namorada Sandrinha. Então eles tocaram “Primavera” do Tim Maia. Apesar de gostar muito dele, aquele acontecimento abalou meus sentimentos, eu sempre esperei das pessoas, principalmente de um namorado, respeito pelos sentimentos alheios.&lt;br /&gt; Chega o ano novo. Combinamos de passar na casa de seus pais, pois os meus iriam passar em Jacarepaguá, na casa de minha tia. O dia foi muito legal, almoçamos todos juntos, depois eu e Gilberto fomos a Vilar dos Teles, na casa dos primos e tia dele. Saímos de lá quase meia noite, era o tempo certo de voltarmos para Bom Pastor. Entramos num ônibus e sentamos no banco da frente, de repente, surge um rapaz na nossa frente com uma blusa idêntica a minha, que tinha o rosto da Madonna desenhado e uma calça preta, achei aquilo muito engraçado e ri, afinal estávamos iguais. Aquilo foi o suficiente para Gilberto arrumar uma briga daquelas e terminar o namoro. Descemos do ônibus na estrada de Belford Roxo, em frente ao campo que tinha uma entrada pro Gogó da ema. Ele quis seguir por ali, por aquele caminho que sempre detestei, ai eu disse que iria pelo outro caminho, que ele poderia ir sozinho. E foi assim... Nisso, os fogos começaram a romper. O novo ano enfim estava chegando, eu sozinha, senti em meu coração que este novo ano seria o inicio do fim de nosso namoro e que daquele ano em diante eu voltaria a ser uma menina só.&lt;br /&gt; Ao atravessar uma pequena ponte que dava na rua da casa dele, avisto de longe Gilberto segurando a mão da menina que morava ao lado de sua casa, naquele instante eu entendi tudo, eu não havia lhe dado nenhum motivo, ele queria um motivo para terminar comigo. Continuei andando em sua direção calmamente, passei por ele sem falar nada e fui até sua casa lhe esperar. Então ele entra dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, se você quer ficar aqui com meus pais, pode ficar, mas eu não vou ficar com você.&lt;br /&gt;- É mesmo? – eu disse irônica – Olha Beto, se você acha que vou ficar atrás de você, está muito enganado. Não quero voltar com você nem hoje nem nunca mais, pois você não é a pessoa que eu pensei que fosse. Só lhe esperei aqui pra te dizer que um homem de verdade não faz o que você fez. Era só terminar o namoro e ficar com quem você quer. Agora eu vou. Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naquele momento, muito perdida, sem ter com quem falar, nem para onde ir e sem saber o que fazer, lembrei do Moises, que era um amigo nosso em comum e morava na mesma rua de Gilberto. Fui até a casa dele e chamei. Ele abriu a porta e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que houve? Por que você está chorando assim?&lt;br /&gt;- O Beto me traiu. – eu disse – arrumou briga sem motivo e nós terminamos.&lt;br /&gt;- Sandrinha, o Beto é um cara legal, mas ele não leva ninguém a sério.&lt;br /&gt;- Eu não tenho para onde ir, não quero ficar com a família dele enquanto ele está na rua se divertindo.&lt;br /&gt;- Aqui em casa não da pra você ficar, mas na casa da minha tia ta tendo uma festa e só vai acabar lá para seis da manhã. A gente fica lá até clarear, depois você vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Passei a noite toda com a cabeça encostada no ombro dele, hora dormindo, hora acordada. Depois disso, Gilberto disse para a família dele que eu havia lhe traído com Moises, e que por esse motivo havia terminado o namoro comigo. Durante muito tempo eu continuei gostando de Gilberto, mas havia jurado que não voltaria para ele, mas isso não me impediu de guardar o sentimento em meu peito durante anos. Fazia mil loucuras só para vê-lo, como uma vez que passei dentro de um ônibus e o vi no ponto de outro ônibus, soltei correndo e entrei no mesmo ônibus que ele. Todos os dias ia na padaria do Muniz, no mesmo horário de sempre, para vê-lo passar dentro do ônibus quando vinha do trabalho, e apesar disto, tive diversas oportunidades de voltar com ele, mas não quis. Sempre achei que em um relacionamento tinha que haver confiança, e eu não poderia mais confiar nele. E assim terminou esta história de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-1664251728410760146?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/1664251728410760146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/meu-primeiro-namorado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/1664251728410760146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/1664251728410760146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/meu-primeiro-namorado.html' title='Meu Primeiro Namorado'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-6923370953228253128</id><published>2009-10-06T13:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T13:38:13.127-07:00</updated><title type='text'>Leandro Firmino da Hora quem descobriu o diário que pode virar o longa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SsuqgPtgTVI/AAAAAAAAAsc/wCChx8TZb6M/s1600-h/OgAAACSJV1O2OsQPsWmZHECQBK2Rn7q7bCaZxcndph4RczsWROxT74b1kO-dVJlTzV6_2YMFCP9GAdjiT1hZw9BNuNwAm1T1UOczM5Pmn3OQZHgpUMbub7pVJrO3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SsuqgPtgTVI/AAAAAAAAAsc/wCChx8TZb6M/s400/OgAAACSJV1O2OsQPsWmZHECQBK2Rn7q7bCaZxcndph4RczsWROxT74b1kO-dVJlTzV6_2YMFCP9GAdjiT1hZw9BNuNwAm1T1UOczM5Pmn3OQZHgpUMbub7pVJrO3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389588850028858706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-6923370953228253128?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/6923370953228253128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/leandro-firmino-da-hora-quem-descobriu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6923370953228253128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6923370953228253128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/leandro-firmino-da-hora-quem-descobriu.html' title='Leandro Firmino da Hora quem descobriu o diário que pode virar o longa'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SsuqgPtgTVI/AAAAAAAAAsc/wCChx8TZb6M/s72-c/OgAAACSJV1O2OsQPsWmZHECQBK2Rn7q7bCaZxcndph4RczsWROxT74b1kO-dVJlTzV6_2YMFCP9GAdjiT1hZw9BNuNwAm1T1UOczM5Pmn3OQZHgpUMbub7pVJrO3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-7806500899488114931</id><published>2009-10-06T13:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T13:31:17.167-07:00</updated><title type='text'>Julio Pecly  roteirista do filme " Em um lugar chamado Bom Pastor"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/Ssuo4s8u7oI/AAAAAAAAAsU/rXz_embvJmI/s1600-h/PIC_6623.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/Ssuo4s8u7oI/AAAAAAAAAsU/rXz_embvJmI/s400/PIC_6623.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389587071170965122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-7806500899488114931?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/7806500899488114931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/julio-pecly-roteirista-do-filme-em-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/7806500899488114931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/7806500899488114931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/julio-pecly-roteirista-do-filme-em-um.html' title='Julio Pecly  roteirista do filme &quot; Em um lugar chamado Bom Pastor&quot;'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/Ssuo4s8u7oI/AAAAAAAAAsU/rXz_embvJmI/s72-c/PIC_6623.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-4402187210483347599</id><published>2009-10-06T13:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T13:29:18.054-07:00</updated><title type='text'>Paulo Silva Roteirista do Filme "Um Lugar Chamado Bom Pastor"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SsuoWvw3zMI/AAAAAAAAAsM/xDm8C-6al7A/s1600-h/PIC_6624.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 363px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SsuoWvw3zMI/AAAAAAAAAsM/xDm8C-6al7A/s400/PIC_6624.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389586487810968770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-4402187210483347599?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/4402187210483347599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/paulo-silva-roteirista-do-filme-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/4402187210483347599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/4402187210483347599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/paulo-silva-roteirista-do-filme-um.html' title='Paulo Silva Roteirista do Filme &quot;Um Lugar Chamado Bom Pastor&quot;'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SsuoWvw3zMI/AAAAAAAAAsM/xDm8C-6al7A/s72-c/PIC_6624.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-4088789666276944313</id><published>2009-10-02T18:02:00.001-07:00</published><updated>2009-10-02T18:02:59.496-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-4088789666276944313?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/4088789666276944313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/4088789666276944313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/4088789666276944313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-2139297719588310614</id><published>2009-08-26T20:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T20:49:27.823-07:00</updated><title type='text'>O Índio e eu</title><content type='html'>O Índio e eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois...&lt;br /&gt;Dia do ensaio do bloco de carnaval do Funchal. Funchal era um cara magro, alto, branco de cabelos escorridos até os ombros, ele era quase uma lenda, um personagem, uma figura.&lt;br /&gt;A Historia dele que mais se comentava foi dele ter levado mais de 30 tiros e 10 facadas ao mesmo tempo e ter sobrevivido, o pessoal dizia em zoação que ele era um zumbi, que ele era eterno. Rsrsrs...&lt;br /&gt;Para assistir aos ensaios do bloco, todo Bom Pastor se aglomerava no espaço em frente à quadra, se é que podemos chamar assim. Era uma casa com um terraço bem grande e um imenso quintal, mas era muito legal, afinal, ali o povo não tinha escola de samba, não tinha acesso a nenhum tipo de lazer, e esse espaço era algo muito importante para nós, ali surgiram passistas e percursionistas.&lt;br /&gt;Nesse dia, a Nina como fazia sempre, foi pedir a minha mãe para eu ir com ela, estávamos conversando, eu, Nina, e Nadia, quando o Índio passou por nós, e pela primeira vez eu percebi que ele me olhou diferente, fiquei tão feliz que não me contive e disse as meninas:&lt;br /&gt;- Vocês viram? Ele olhou pra mim! Finalmente ele me notou.&lt;br /&gt;Elas começaram a rir, e a Nina disse:&lt;br /&gt;- Como assim ele te notou? Ele já te notou há muito tempo, ele é amigo do teu irmão, e você não é invisível, é? Rsrsrs...&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;- Você entendeu... Ele parece estar diferente, algo nele está mudado.&lt;br /&gt;De repente nosso clima de descontração é interrompido, quando olho para cima da quadra e vejo meu irmão cercado de caras mal encarados, vou a direção ao Ricardo e digo:&lt;br /&gt;- Ricardo, Ricardo acho que meu irmão está com problemas, tem uns caras estranhos aqui na área cercando ele, acho que querem pegar ele.&lt;br /&gt;Ricardo responde:&lt;br /&gt;- Fica calma Sandrinha, ninguém vai pegar o Lima, vou lá pra ver o que está acontecendo.&lt;br /&gt;Assim ele fez, reuniu os meninos de seu grupo e foi até onde meu irmão estava, eu como sempre abusada, fui atrás.&lt;br /&gt;-Algum problema ai Lima?! - Exclamou interrogando o Ricardo.&lt;br /&gt;Meu irmão, como sempre calmo, avesso a brigas e confusões respondeu:&lt;br /&gt;- Nenhum problema não!&lt;br /&gt;Falando isso ele estende a mão para o cara que o queria pegar, e o cara não aperta a sua mão e continua o encarando.&lt;br /&gt;Ricardo então diz:&lt;br /&gt;- Tu não vai apertar a mão do cara não? Qual é a tua? Ta querendo briga mesmo?&lt;br /&gt;Vendo que meu irmão não estava mais só, e que a melhor atitude seria ele sair dali, o cara apertou a mão do meu irmão, virou as costas e seguiu seu rumo.&lt;br /&gt;- Lima, você não é de confusão, não entendi essa parada, o que ta acontecendo? - Perguntou o Ricardo.&lt;br /&gt;Meu irmão calmo como sempre respondeu:&lt;br /&gt;- Cara, ele é de um grupo de break rival, e nós ganhamos dele no ultimo concurso.&lt;br /&gt;Ricardo diz:&lt;br /&gt;- Continue como você é! Não se meta em encrencas.&lt;br /&gt;Tudo acalmou, e eu volto para perto das meninas... E mais uma vez o Índio passa me olhando, nesse intervalo, vejo uma linda mulata sambando, de short, top e sandálias douradas, ela era muito bonita, e sambava muito. Cara de pau como sou, não me contive, esperei a primeira oportunidade para falar com ela, assim que ela sentou para tomar um copo de água eu fui até ela e disse:&lt;br /&gt;- Caraça! Você samba muito!&lt;br /&gt;Ela, com cara de poucos amigos, e tipo pensando, “essa daí gosta de mulher”, me olhou com cara de desprezo e disse:&lt;br /&gt;- Você acha?&lt;br /&gt;Eu como sempre ingênua e espontânea digo:&lt;br /&gt;- Nossa! Muito! E você também é muito bonita.&lt;br /&gt;Naquele momento acho que ela percebeu que eu era apenas uma menina maluquinha que não segurava as emoções e a língua, e riu pra mim.&lt;br /&gt;Então ela disse:&lt;br /&gt;- Você não samba?&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;- Quem? Eu? Não! Porque?&lt;br /&gt;Ela responde:&lt;br /&gt;- Bem, é que estamos precisando de uma menina no bloco pra ser a princesa do bloco, e você poderia entrar nessa, o que acha?&lt;br /&gt;Eu respondo:&lt;br /&gt;- Eu? Não! Sou muito desajeitada, não sou bonita, não tenho como comprar a roupa, e não sei sambar.&lt;br /&gt;Ela ri e fala:&lt;br /&gt;-Vamos por partes, desajeitada agente dá jeito, bonita você é, roupa agente arruma, e sambar eu te ensino, o que mais?&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;- Mais nada... Mas não sei se vai dar certo!&lt;br /&gt;Ela:&lt;br /&gt;-Confie em mim, deixa o resto comigo! Você será a nossa passista, a nossa princesa, além do mais é um bloco, não é uma escola de samba.&lt;br /&gt;Eu disse:&lt;br /&gt;- Ta legal, vou tentar.&lt;br /&gt;Ela:&lt;br /&gt;-Amanhã te vejo na minha casa, passa lá depois do almoço.&lt;br /&gt;Deu-me o endereço, e voltou pro ensaio.&lt;br /&gt;No Dia seguinte...&lt;br /&gt;Fui à casa da Merilin, como havíamos combinado, e tive uma imensa surpresa: aquela menina descolada que usava roupas sensuais era uma excelente filha, e dona de casa, tomava conta da irmã ma nova, que aliás, era loira de olhos azuis, o que causava comentários entre os vizinhos, afinal a Merilin era bem negra, mas as duas eram filhas de pais diferentes.&lt;br /&gt;Ela então pegou um vestido velho tipo vestido de 15 anos, com filó e tal, e disse:&lt;br /&gt;- Essa vai ser sua roupa!&lt;br /&gt;Eu respondi interrogando:&lt;br /&gt;-Mas eu não vou colocar o corpo todo de fora não, né? Alem de ter vergonha, sou muito feia de corpo, tenho estômago alto, peitão e pernas finas, ficaria ridículo.&lt;br /&gt;Ela diz:&lt;br /&gt;- Fica tranqüila. Você não precisa mostrar o corpo assim... Você não vai ser rainha de bateria, esse é o meu lugar, você vai ser apenas a representante do bairro, a princesa do bloco.&lt;br /&gt;A Merilin se tornou uma grande amiga. Ensaiávamos todos os dias, ela era uma garota bem diferente quando estava no bloco, de que quando estava em casa, as pessoas diziam que ela era piranha, mas eu sabia que ela era virgem, que era boa filha, e que tinha um namorado só. As pessoas a julgavam pelo personagem que ela usava no bloco, por ela ter um corpo invejável e usar shorts e tops (ela podia).&lt;br /&gt;Com tudo isso, eu adquiri um aprendizado por toda minha vida, que carrego comigo até hoje, de que não devemos julgar ninguém pelas aparências, e que muitas pessoas denigrem a imagem de outras por pura inveja, como as mulheres recalcadas que não tinham um corpo daquele e faziam questão de falar mal da Merilin pra humilhar e denegrir, apenas pra dizer que eram melhores que ela de alguma maneira, já que fisicamente seria difícil.&lt;br /&gt;A história da Merilin foi muito triste... Tempos depois foi estuprada covardemente, e ao invés de ser apoiada, o povo ainda dizia que ela havia merecido, pois era o que tava querendo com as roupas que usava.&lt;br /&gt;Minha estréia no bloco...&lt;br /&gt;Saímos da rua Marcovald, e seguimos pela estrada de Belford Roxo, passando por todo Bom Pastor. Eu estava desesperada, não tinha aprendido a sambar tão bem como a Meilin, ficava apenas andando de um lado para o outro no meio do bloco. Foi quando vi que o Índio me olhava, e acompanhava o bloco com cara de riso, mas com um olhar bem diferente do de costume. E eu ali, pagando um “Gorila”.&lt;br /&gt;Final do desfile... Vou até uma barraca de cachorro quente, quando vejo o Índio se aproximar dizendo:&lt;br /&gt;- Legal você no Bloco!&lt;br /&gt;Eu muito nervosa respondo:&lt;br /&gt;- Você ta debochando, né?!&lt;br /&gt;Ele ri, e eu digo:&lt;br /&gt;- Quer saber, se tiver isso é um problema seu, não to nem ai pra sua opinião!&lt;br /&gt;Ele diz:&lt;br /&gt;-Calma, não estou debochando não! Mas que você não sabe sambar, isso é fato.&lt;br /&gt;Então quem ri sou eu:&lt;br /&gt;-É verdade! Não levo jeito mesmo pra coisa. Rsrsrs...&lt;br /&gt;Ele diz:&lt;br /&gt;- Deixa eu te pagar um cachorro quente?!&lt;br /&gt;Eu digo:&lt;br /&gt;- Não precisa. Eu paguei o mico, agora pago o cachorro também! Rsrs&lt;br /&gt;Ele ri e responde:&lt;br /&gt;-Mas eu quero pagar um cachorro quente pra você, pode ser?&lt;br /&gt;Eu digo:&lt;br /&gt;- Ta legal, já que você insiste.&lt;br /&gt;Pegamos nossos cachorros quentes e sentamos na esquina da casa de material de construção do João, e fomos comer.&lt;br /&gt;- Que perfume é esse que você usa? Eu nunca conheci ninguém que tivesse esse cheiro? - Ele perguntou.&lt;br /&gt;-Jasmim... - Eu respondi.&lt;br /&gt;Ele diz:&lt;br /&gt;- Muito bom, parece incenso, diferente... Você é uma garota bem diferente.&lt;br /&gt;Eu levanto e digo:&lt;br /&gt;- Legal, mas agora tenho que ir embora!&lt;br /&gt;-Gostaria de ver você outras vezes, pode ser? - Diz ele.&lt;br /&gt;-Pode ser sim! Eu respondo.&lt;br /&gt;-Vou te levar em casa! - Ele disse.&lt;br /&gt;- Não precisa, ta cedo! – Respondo.&lt;br /&gt;- Mas eu quero!&lt;br /&gt;- Tudo bem, ta legal.&lt;br /&gt;Então seguimos para a rua ponta negra...&lt;br /&gt;Quando cheguei bem enfrente ao portão, ele veio como se fosse me dar um beijo no rosto, e me surpreendeu com um beijo nos lábios e disse:&lt;br /&gt;- Terminei meu namoro, você quer se encontrar comigo no sábado? No Inferninho?&lt;br /&gt;Inferninho era o nome de um baile, que de tão ruim, e mal freqüentado levava esse nome.&lt;br /&gt;Respondi:&lt;br /&gt;-Quero sim!&lt;br /&gt;Ele diz:&lt;br /&gt;- Então combinado.&lt;br /&gt;Nos despedimos segurando as mãos soltando bem devagar.&lt;br /&gt;Naquele dia, eu parecia estar no paraíso, me sentia com os pés foras do chão... O menino dos meus sonhos segurou minha mão, pagou um lanche pra mim, me deu um beijo nos lábios, e ainda marcou um encontro comigo...&lt;br /&gt;Dia do baile... A Merilin se prontificou a me levar, meu coração não cabia dentro do peito, mas ao chegar ao clube, vi meu mundo desmoronar, desabar sobre minha cabeça, a primeira coisa que vi foi ele na porta segurando a mão da Cristina, sua ex-namorada, ela era linda, tinha olhos verdes, se vestia bem, parecia a madona, era filha de portugueses também, e não parava muito por ali pelo Bom Pastor.&lt;br /&gt;Ele me olhou, e nos seus olhos eu pude ver que ele não era um canalha, ele não queria fazer ninguém sofrer, ele também estava perdido, ele lamentava aquela situação tanto quanto eu. Não tomei nenhuma atitude, fiquei ali quieta, entrei no clube, me encostei num canto e fiquei ali, fazendo o que eu mas sabia fazer, segurando vela da Merilin e do Marcos.&lt;br /&gt;O Índio amava a Cristina, ele tinha tentado esquecê-la, gostar de outras meninas, mas ela era o grande e único amor de sua vida, amor tão grande que o levou a morte anos depois...&lt;br /&gt;Quando a Cristina o deixou para ir pra Portugal, ele caiu no alcoolismo, virou um bêbado, andava maltrapilho pela rua, anos depois ela retorna ao Brasil, e pede a ele para parar de beber, e fazer uma faculdade, e diz que vai se casar com ele, o amor dele era tão grande que assim ele fez, fez mil planos, parou de beber, e mais uma vez ela o deixou... Mas dessa vez ele caiu em desgraça total, e voltou a beber em dobro, e morreu de cirrose.&lt;br /&gt;Voltando a nossa história...&lt;br /&gt;Ele apareceu bem em minha frente, e disse:&lt;br /&gt;- Você está magoada comigo?&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;- Não! Ta tudo bem.&lt;br /&gt;-Vamos dançar uma musica? Talvez a primeira e ultima dança?&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;-Vamos sim!&lt;br /&gt;Saímos para o meio do salão para dançar uma música do George Michael, que na época era o maior sucesso.&lt;br /&gt;Nós dois ali, de corpos bem próximos, eu podia sentir seu calor, seu cheiro, e ele disse:&lt;br /&gt;- Sandrinha, você é uma menina super legal, eu queria muito gostar de você, mas agente não escolhe de quem gosta, voltei pra minha namorada, me desculpe, não fiz por mal.&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;- Sei que você não fez por mal. Tudo bem! Continuo achando você um cara legal.&lt;br /&gt;E assim nos despedimos, com uma dança e um beijo no rosto.&lt;br /&gt;Voltei para onde eu estava, e de longe ficava assistindo ele e a Cristina se beijando, assim como a Merilin e o Marcos, e ficava pensando que havia algo errado comigo, eu era legal, mas não era amada.&lt;br /&gt;De repente minha tristeza é quebrada por um estranho pré-sentimento, um homem passa por mim e meu corpo todo se arrepia, sinto uma energia pesada, era como se eu pudesse sentir a presença do mal, uma sensação assustadora, eu senti que algo ruim aconteceria.&lt;br /&gt;Final do baile, Merilin e Marcos vão namorar na calçada do supermercado Torrebela e eu fiquei sentada na marquise, mas de repente fui invadida por um pânico repentino, uma sensação horrível... E eu disse:&lt;br /&gt;- Merilin, precisamos ir embora!&lt;br /&gt;- Qual é Sandrinha, só porque o Índio não ficou contigo, eu não posso ficar com meu namorado? Ela respondeu.&lt;br /&gt;- Merilin, não é isso não, você sabe que eu não me importo de segurar vela, é que to com aquele pré-sentimento que tenho quando algo de ruim vai acontecer.&lt;br /&gt;Ela irônica respondeu:&lt;br /&gt;- E aconteceu né? Você levou o fora do cara que você gosta! Espera só um pouco, pô!&lt;br /&gt;Logo em seguida que ela fala isso, vejo um grupo de pessoas seguindo para a direção que devíamos seguir para casa, desesperada ao ver as pessoas indo embora, levantei e disse:&lt;br /&gt;- Tudo bem, você fica, eu vou com aquele grupo, o Marco te leva em casa.&lt;br /&gt;Nesse instante ela toma a decisão de ir comigo, quando já estávamos misturadas com o grupo de pessoas, ouvimos cinco tiros, vindo bem de perto, e um cara alto de uns 1,90 de altura, magro, moreno, passa por nós, com um chapéu tampando seu rosto, usava uma arma grande que eu não sei qual é, passou exclamando:&lt;br /&gt;-Mais um! Mais um!&lt;br /&gt;E seguiu correndo, passando no meio de nós, porém, felizmente, ele não tinha a intenção de matar ninguém daquele grupo.&lt;br /&gt;Como é de costume, todo mundo vai ver quem era o morto, para minha surpresa, o morto era o bêbado que havia passado por mim no baile, só então fui entender o porque daquele estranho pré sentimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-2139297719588310614?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/2139297719588310614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/o-indio-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/2139297719588310614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/2139297719588310614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/o-indio-e-eu.html' title='O Índio e eu'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-6031712081000859738</id><published>2009-08-23T17:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T18:01:25.497-07:00</updated><title type='text'>A Fuga</title><content type='html'>A Fuga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dona Eurides, mãe da Verinha, temerosa pela onda de violência, e também de estupros que estava tomando o Bom Pastor, resolveu tomar a iniciativa de organizar festas americanas para os jovens do morro. As meninas levavam um prato e os meninos os refrigerantes, e o imenso quintal cimentado da dona Eurides, virava um baile maravilhoso, dividido em menudetes e a galera do Break.&lt;br /&gt;As festas aconteciam de 15 em 15 dias, mas na semana que não tinha festa, os jovens se reuniam lá também, só pra colocar o papo em dia.&lt;br /&gt;Num desses dias de festa, eu estava sentada no portão, sozinha, meio deprê, quando alguém se aproxima e diz:&lt;br /&gt;- Oi, parece que eu não sou o único que não está a fim de se divertir hoje!&lt;br /&gt;Eu irônica respondi:&lt;br /&gt;-É... Parece que não.&lt;br /&gt;- Meu nome é Jair e o seu?&lt;br /&gt;- Sandra, mas conhecida como Sandrinha.&lt;br /&gt;Ele diz:&lt;br /&gt;-Posso saber o porque de tanta tristeza?&lt;br /&gt;Eu respondo:&lt;br /&gt;-Humm.. Só se você me contar o motivo da sua, primeiro!&lt;br /&gt;Ele diz:&lt;br /&gt;-Bem, é uma história longa e complicada, eu tenho uma namorada chamada Marta, ela é a mulher da minha vida, eu a amo muito.&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;-Sei...&lt;br /&gt;Ele:&lt;br /&gt;-O problema é que a família dela quer nos separar, eles acham que o namoro está serio demais, e que está atrapalhando ela nos estudos, e também acham que somos muito jovens e que eu posso me aproveitar dela... Essas coisas. Entende?&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;- Entendo... Mas pelo menos ela te ama,  eu gosto de alguém que nem me nota, que nunca vai ser meu... E eu o amo demais.&lt;br /&gt;Ele:&lt;br /&gt;- Infelizmente essas coisas fazem parte da vida, mas tudo passa, somos jovens, você é uma garota super simpática, legal, na hora certa vai encontrar um cara que vai te dar valor e te fazer feliz, como você merece.&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;-Obrigada, tomara que sim.&lt;br /&gt;Naquele momento, percebi que uma grande amizade acabava de nascer, e foi exatamente isso o que aconteceu. O Jair era novo no morro e eu não tinha tido a oportunidade de conhecê-lo. Daquele dia em diante, eu teria um ombro amigo todas as vezes que estivesse triste, e ele idem. Nos tornamos unha e carne, como irmãos, nossos sentimentos eram puros e sinceros. Nunca vi o Jair como um menino, mas como um irmão, ele me chamava de maninha, e eu o chamava de maninho. Mas como a maldade é uma das piores virtudes da humanidade, começaram a espalhar boatos de que estávamos ficando, porém eram mentiras infundadas, ele não gostava de meninas brancas, e amava sua namorada, eu só pensava e amava o Carlinhos, mas conhecido como Índio. Ele era lindo, tinha a pele bem morena e os cabelos muito lisos e negros, tipo um índio mesmo.&lt;br /&gt;Eu andava meio triste, pois só via ele quando íamos aos bailes, porem com a onda de violência, as meninas nem podiam sair de casa, como se isso não bastasse, os bandidos invadiam as casas e estupravam as meninas na frente de irmãos pais. Como aconteceu com duas amigas minhas da minha sala.&lt;br /&gt;Estávamos todos em sala quando nosso professor Sanjo narrou o fato, dizendo que as duas gêmeas não estavam freqüentado as aulas por esse motivo, que elas estavam muito abaladas e que naquele dia, finalmente, elas estariam retornando, e por isso ele gostaria de pedir que ninguém fizesse nenhuma pergunta às meninas, nem sobre o fato delas perderem tantas aulas.&lt;br /&gt;Uma semana depois...&lt;br /&gt;-Sandrinha, Sandrinha, você precisa me ajudar. -Diz o Jairzinho gritando na minha rua, enfrente a minha porta.&lt;br /&gt;-O que houve?! - Respondi.&lt;br /&gt;Ele:&lt;br /&gt;- Você precisa me ajudar a ver a Martinha, vai na casa dela e pede a mãe dela pra deixar ela ir ao Nojentus com você!&lt;br /&gt;-Eu?? Pra que? Como assim? - Interroguei.&lt;br /&gt;-É que eu não posso ir até lá, e como eles gostam muito de você, eu tenho certeza que vão liberar ela, ai eu vou até lá pra vê-la. - Ele disse.&lt;br /&gt;Mas eu estava com um pressentimento muito ruim, e desde criança sempre tive premonição e intuição. Nesse dia eu estava muito mal, algo não ia bem, eu sabia que não deveria ir a lugar nenhum, eu disse:&lt;br /&gt;- Maninho, sinto muito, mas não vai dar não! Estou com aquele sentimento ruim que tenho toda vez que vai acontecer algo ruim!&lt;br /&gt;Ele Diz:&lt;br /&gt;- Sandrinha, por favor! Não faz isso comigo não, eu só posso contar com você, você é a única pessoa que eu tenho pra me ajudar, esse pressentimento deve ser por causa das coisas que vem acontecendo, você deve ta impressionada.&lt;br /&gt;Depois de muito relutar, eu decidi ajudar meu amigo, fui até a casa da Martinha pedir a mãe dela pra ela ir ao clube comigo, e disse que voltaríamos cedo.&lt;br /&gt;Hora do baile... Mais uma vez, lá estava eu segurando vela, acho que passei metade da minha adolescência fazendo isso... Rsrsrs.&lt;br /&gt;Sentei num muro que separava o bar do salão, e fiquei ali, só curtindo minha dor de cotovelo e minha solidão, mas não conseguia ficar bem, meu pressentimento cada vez aumentava e aquilo era desesperador... Me torturava a cada minuto.&lt;br /&gt;O Baile acaba, e como sempre, formam-se os grupos que seguiam seus rumos juntos. Esses grupos iam se separando aos poucos, foi assim que de repente só eu e Jair estávamos na velha estrada de Belford Roxo... Parecia tudo normal, mas eu sabia que aquele não era um dia como outro qualquer. Os carros passavam por nós, até que olhei para trás, e vi dois faróis de carro ao longe... Naquele instante eu percebi que o que eu temia, ia se tornar fato.&lt;br /&gt;Comecei a sentir uma energia muito negativa, meu corpo arrepiou, meu coração disparou, então disse ao Jair:&lt;br /&gt;- Vamos correr! Temos que correr!&lt;br /&gt;Ele disse:&lt;br /&gt;-Ta maluca? Pra que?&lt;br /&gt;Eu Disse:&lt;br /&gt;-Aquele carro que vem devagar lá trás, é aquele carro... Algo vai acontecer.&lt;br /&gt;Ele disse:&lt;br /&gt;-Vamos fazer o seguinte, vamos andar calmamente, como se nada estivesse acontecendo, quando chegar na próxima ruazinha a esquerda agente dobra, corre e se esconde no primeiro lugar que der, ok?!&lt;br /&gt;Eu Disse:&lt;br /&gt;-Ok!&lt;br /&gt;E assim fizemos... Entramos na pequena rua pulamos o muro de uma casa, e nos escondemos atrás desse muro, e por um buraco desse muro, vimos quando o carro parou no meio da estrada, e três homens começaram a olhar como se estivessem procurando por algo. Vendo aquela cena, o medo e o desespero dominaram meu ser por completo. O carro seguiu lentamente ainda como se estivesse procurando por algo, e nós percorremos varias ruas, nos escondendo entre matos e muros, até chegar na rua pinheiro machado (mais conhecida como Morrão). Naquela época, não dava pra um carro subir, pois a rua era esburacada com imensas crateras. Foi quando ao chegar no pé do morro, perto da casa do Jair, vimos os caras correndo atrás de nós.&lt;br /&gt;O Jair disse:&lt;br /&gt;-Vamos entrar na minha casa!&lt;br /&gt;Eu disse:&lt;br /&gt;- Não!! Se agente entrar na tua casa eles vão ver onde é, entram e fazem o que tem pra fazer. Vamos continuar cortando caminho, que a partir daqui eles não vão conseguir ver onde entramos.&lt;br /&gt;E assim fizemos, até chegar na minha casa, e ao contarmos pro meu pai o ocorrido, ele pegou uma barra de ferro e foi pra ver se a rua tava tranqüila.&lt;br /&gt;Graças a Deus tudo voltou ao normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-6031712081000859738?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/6031712081000859738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/como-conheci-o-jairzinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6031712081000859738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6031712081000859738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/como-conheci-o-jairzinho.html' title='A Fuga'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-6650630471205717915</id><published>2009-08-18T20:46:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T20:48:33.590-07:00</updated><title type='text'>Cena Macabra</title><content type='html'>Cena Macabra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois...&lt;br /&gt;Fim de semana seguinte lá vou eu para a casa da Verinha, para sair com ela e as panteras negras, era a noite da caravana do amor. Eu estava mais eufórica do que nunca, afinal, era a noite em que eu veria de perto o Alberto Brizola e ainda  participaria do concurso de cover dos Menudos e meu irmão participaria do concurso de break. A Nina, como sempre, me enfeitou toda. Ela era como uma irmã mais velha, sempre cuidando de mim, querendo me ver bonita e feliz. Lá fomos para o clube Las Vegas, que ficava no centro de Belford Roxo. O clima era contagiante, rodas de break em toda parte, cada grupo mais estiloso que o outro, cada um mandando mais que o outro, mas tudo num clima de amizade e paz. Lembro-me daquela noite com uma imensa nostalgia. Posso sentir a emoção que me causou só de lembrar, e me transporto a tal ponto do meu coração disparar de saudades... Aquela musica, aquelas luzes, meus amigos... Eu estava hipnotizada olhando a roda de break, quando o clima é quebrado pelo apresentador do evento anunciando o Alberto Brizola. Um fato marcante aconteceria comigo. Aquela seria a noite em que eu ganharia minha primeira rosa, que é minha flor preferida. Alberto Brizola começa a cantar a musica “Menina”, e eu boquiaberta, colada no palco, quase que babando, enfeitiçada, pois ele parecia cantar pra mim. Foi quando, de repente, ele me estendeu a mão e me deu uma linda rosa vermelha e um beijo na mão, olhando bem dentro dos meus olhos. A emoção era tanta que eu nem cabia dentro de mim, não me contive e chorei. Na época eu pensava que era por causa do Alberto, mas hoje tenho duvidas, se foi por ele ou pela rosa, pois sou fanática por rosas vermelhas. A minha viagem foi interrompida, por gritos e zoação do pessoal do The Break City e pelas meninas das panteras Negras, dizendo:&lt;br /&gt;- Aeee, alguém nem vai dormir hoje!!&lt;br /&gt;E foi realmente o que aconteceu, não só comigo, mas com o pessoal do The Break City que ganharam o primeiro lugar na mesma noite, e ganharam o prêmio em dinheiro. Esse dia foi muito especial para todos nós. O meu irmão e o grupo pararam numa barraca de cachorro quente e pagaram lanches pra todos para comemorar a vitória. Naquela época,  nenhum de nós bebíamos bebidas alcoólicas, nos só queríamos dançar e paquerar.&lt;br /&gt;Semana seguinte... Sexta feira... Vou para casa da minha tia Irani, em São Vicente, lugar&lt;br /&gt;Que ela mora até hoje. Minha querida tia Irani, era muito mais que uma tia, era uma grande amiga, me dava conselhos, gostava de ouvir minhas historias, ler minhas poesias, incentivava meus dons para pintura e desenho, aliás, até hoje tem um quadro pintado por mim aos 12 anos, e um velho caderno de poemas da mesma época.&lt;br /&gt;Nessa sexta, eu fui para dormir lá, para ir a uma festa com a Mônica e a Rosana, filhas de uma vizinha de minha tia, mas no dia seguinte fui bem cedo pra casa, pois estava preocupada com o Felipe, meu gatinho amarelo, eu era completamente apaixonada por ele.&lt;br /&gt;Levantei cedo, fui na padaria, fervi leite, coloquei a mesa e chamei meus tios pro café como sempre eu fazia quando estava lá. Tomei meu café e segui a pé, uns 5 quilômetros, até o Bom Pastor. Ao chegar no inicio da rua ponta negra, no pé do morro, vejo o Zé Carlos, filho da Dona Marilsa, com metade do corpo pra fora da janela gritando  muito desesperado, em minha direção:&lt;br /&gt;-Sandrinha, Sandrinha! Mataram meu irmão, mataram meu irmão Beto, Sandrinha.&lt;br /&gt;Eu não tive nem o que dizer, não sabia como, e nem podia ajudar, apenas interroguei:&lt;br /&gt;-Onde? Quando?&lt;br /&gt;Chorando muito, ele me respondeu:&lt;br /&gt;-Ontem à noite, o corpo está lá na ponta do morro, acabaram com ele!&lt;br /&gt;Eu saí desnorteada, mil pensamentos e lembranças me vinham à cabeça. Beto, assim que chegamos no Bom Pastor, ainda bem garotinho, ajudava minha mãe com as bolsas de mercado, carregava água para minha mãe, era quase que um irmão pra gente, senti muita dor em meu peito, pois a nossa vida já era tão dura, fome, dificuldades, e ele morre assim, sem ter tempo de conhecer outra vida, ter outras oportunidades, ele não teve escolha.&lt;br /&gt;Cheguei em casa e perguntei a minha mãe:&lt;br /&gt;- Mãe, você sabe porque isso aconteceu, você ouviu alguma coisa a respeito?&lt;br /&gt;Minha mãe responde:&lt;br /&gt;- Não se sabe de nada, a única coisa que se sabe é que ele está morto, nada mais.&lt;br /&gt;Eu disse:&lt;br /&gt;- Vou lar ver o corpo&lt;br /&gt;Minha mãe disse me recomendando:&lt;br /&gt;- Acho melhor você não ir, você pode ficar chocada.&lt;br /&gt;Eu, não escutei, e segui até o pé do morro, e ao chegar ao local me deparei com uma das cenas mais macabras que já vi na minha vida, não havia partes inteiras do rosto dele, só pedaços por todas as partes, e cães brigando pelos pedaços dele.&lt;br /&gt;Dona Marilza demonstrava sua dor, sem derramar uma lagrima, mas podíamos ver o quanto ela sofria, aquela mulher tão guerreira, honesta, e boa, não merecia presenciar aquela cena, mãe de 8 filhos, Beto era  mais velho, e a ajudava com as despesas da casa, e pelo que sabemos, era bom filho e bom pros seus irmãos pequenos.&lt;br /&gt;Esse ocorrido foi um mistério na época, e assim continuou, e continua até hoje, foram contadas varias versões, tipo, que ele se envolveu com uma mulher casada, e que foi um crime passional, outra versão foi de que ele era viciado em drogas, e foi um acerto de contas de uma divida com a boca. Porem até hoje permanece o mistério, e a  única coisa que se sabe, foi que ele implorou muito pra não morrer, pois  o pessoal da rua ouviu seus gritos de horror.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-6650630471205717915?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/6650630471205717915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/cena-macabra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6650630471205717915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6650630471205717915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/cena-macabra.html' title='Cena Macabra'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-7060546421781029225</id><published>2009-08-08T18:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T18:17:17.318-07:00</updated><title type='text'>Minha mãe preta Adelaide e seu esposo Oliveira exemplos de vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/Sn4jKO002jI/AAAAAAAAAqc/dhg0-deYdfo/s1600-h/888.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 326px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/Sn4jKO002jI/AAAAAAAAAqc/dhg0-deYdfo/s400/888.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367766464557537842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-7060546421781029225?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/7060546421781029225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/7060546421781029225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/7060546421781029225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/blog-post.html' title='Minha mãe preta Adelaide e seu esposo Oliveira exemplos de vida'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/Sn4jKO002jI/AAAAAAAAAqc/dhg0-deYdfo/s72-c/888.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-7671031159914342688</id><published>2009-08-05T20:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T20:47:02.426-07:00</updated><title type='text'>A Chacina que abalou a Baixada Fluminense</title><content type='html'>Com o passar dos anos, muitas coisas mudaram no bairro. Aquele lugarzinho tranqüilo, aos poucos entrava nas manchetes sangrentas dos jornais e noticiários da época.&lt;br /&gt;Em dias de baile, eu ia com as meninas arrasar e dançar (eu achava), mas quem arrasava mesmo era o The  Break City. Lembro-me como se fosse hoje o dia em que eles ganharam o primeiro concurso. Foi na Igreja Católica do Jardim Bom Pastor. No bairro não tinha cinema, shoppings ou teatros... Absolutamente nada para se fazer. Ficávamos aguardando os dias de festas, como carnaval e festas juninas.&lt;br /&gt;A festa da Igreja era muito divertida, tinha muita comida típica, karaokê, concurso de dança. Foi assim que o grupo teve sua primeira aparição em público, e foi um sucesso. Foi emocionante ver todo mundo gritando como se o grupo já fosse famoso e, como já era de se esperar, pela reação do público, eles ganharam o primeiro lugar, e seu primeiro premio, em dinheiro. Dinheiro que eles dividiram entre si, mas com uma condição para todos: comprar roupas e acessórios para seus shows, e foi o que fizeram.&lt;br /&gt;Eu, por minha vez, participei do concurso de karaokê e tirei o segundo lugar, ganhando fichas de pescaria e lanches.&lt;br /&gt;A semana passou rápida, e foi em outra festa junina, na rua Nova Esperança, em frente a padaria do Muniz, que aconteceria um fato marcante, não só nas nossas vidas, mas na vida do povo do Bom Pastor e na história da baixada Fluminense. Coloquei um vestido que a Nina tinha me emprestado e um sapato com um numero menor que meu pé, um sapato que a minha tia Luzia havia dado, porem como eu não tinha nenhum outro, e tinha gostado muito dele, era marrom, cheio de furinhos, o coloquei mesmo sentido dor, achei que suportaria. Peguei minha pequena irmã Beth pela mão e a levei para festa que começava às 18hs. Meu irmão também estaria por lá, o que deixou nossa mãe tranqüila quanto a Beth ir.&lt;br /&gt;A festa estava linda, super animada... Aliás, para mim, até hoje, a melhor festa que existe é a junina. Eu estava na barraca do Carlinhos, bem em frente à padaria, comendo maçã do amor com minha irmã, quando, de repente, um opala branco, de vidros escuros freia bem em cima do muro do Ferro velho e saem três caras armados, encapuzados, atirando sem motivo algum para todos os lados. Um deles se aproximou do Carlinhos, puxou o gatilho, mas a bala não saiu, dando tempo dele correr, eu que estava ao lado da barraca, fiquei em estado de choque, paralisada, não conseguia me mexer, quando de repente senti  alguém me puxar pelo braço, era o Joãozinho, que abaixou minha cabeça e saiu me puxando em zig-zag para longe dali... Mas os bandidos cercaram cada esquina e ficavam atirando para todos que tentavam sair do local, pois a festa estava acontecendo num miolo entre essas esquinas. O desespero era total, todos gritando, chorando, minha irmã saiu correndo, se afastando de mim, eu entrei em desespero querendo achá-la... Enquanto isso, um homem agonizando dentro de um valão tentava puxar minhas pernas para que eu o socorresse, mas eu nada podia fazer, tinha que achar minha irmãzinha e meu irmão. Foi quando vi o Ricardo, e comecei a gritar seu nome, ele veio até a mim se desviando de tiros, quando ele chegou perto eu o abracei em prantos, dizendo:&lt;br /&gt;- A Beth, ela está por ai, minha irmã, me ajude.&lt;br /&gt;Ele me disse:&lt;br /&gt;- Fica calma Sandrinha, eu vou achar a Betinha, eu prometo, não sai daqui, eu vou achá-la e vou trazer aqui, depois levo vocês para casa.&lt;br /&gt;E assim ele fez, voltou com minha irmã no colo, me pegou pela mão e nos ajudou a sair dali. Ao Chegar em casa, uma sensação de alivio me dominou pelo fato da minha irmã estar sã e salva, e nesse mesmo instante sinto meus pés encharcados, como se estivessem molhados, e quando olho, estavam banhados em sangue. Na hora do corre-corre nem senti dor, e o sapato estava tão apertado que deixou meus pés em carne viva, ai comecei a sentir a dor. Porém, a dor que realmente me invadiu foi a preocupação com meu irmão, pois ele estava sei lá onde, e não havia chegado. Então, me ajoelhei e comecei a rezar, pedindo a Deus que o guardasse, minutos depois ele chegou, e eu fingido que estava dormindo, respirei fundo, aliviada, agradecendo a Deus por guardar meu irmão.&lt;br /&gt;No dia seguinte, as noticias... Foi uma das chacinas mais brutais da baixada naquele ano:&lt;br /&gt;23 mortos. Entre eles crianças, idosos, pessoas de família e honestas. E o mistério permanece até hoje. Ninguém sabe o motivo daquilo tudo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-7671031159914342688?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/7671031159914342688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/chacina-que-abalou-baixada-fluminense.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/7671031159914342688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/7671031159914342688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/chacina-que-abalou-baixada-fluminense.html' title='A Chacina que abalou a Baixada Fluminense'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-6161540858468546195</id><published>2009-08-03T20:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T20:31:08.441-07:00</updated><title type='text'>Novos  amigos, novos horizontes.</title><content type='html'>1984. Nesse ano a política nacional passava por um momento de marcante transformação, e o Bom Pastor também.&lt;br /&gt;Minha vida, antes disso se resumia a rua ponta negra e aos amigos dela.&lt;br /&gt;Até que um dia minha mãe, olhando o armário e a geladeira, viu que não tinha nada para comermos, e mandou que eu fosse atrás do meu irmão na casa do Jamelão, que era do mesmo grupo de dança do meu irmão.&lt;br /&gt;-Sandrinha, vai na casa do Jamelão, é a primeira casa, depois do bar, lá do morrão. Fala pro teu irmão que vou pegar o dinheiro do cofrinho dele pra comprar comida!&lt;br /&gt;O cofre do meu irmão era feito de lata e o dinheiro era das pulseiras que ele fazia com linha e alça de bolsa de supermercado.&lt;br /&gt;Meu irmão ensaiava todos os dias com o grupo The Break City, do qual ele era o líder.&lt;br /&gt;O grupo era o mais famoso da área, ganhava todos os concursos, e faziam parte dele: Edson 15 anos, Bill 16 anos, Speed 15 anos, Jamelão 13 anos, e meu irmão Alexandre, 15 anos.&lt;br /&gt;Ao chegar na casa do Jamelão, comecei a chamar no portão e quem veio me atender foi a Verinha, que daquele dia em diante, se tornaria uma das minhas melhores amigas, e um símbolo de beleza e estilo pra mim. Ela abriu o portão com um lindo sorriso no rosto e disse:&lt;br /&gt;- Você é a irmã do Lima, né?!&lt;br /&gt;- Sou sim, minha mãe pediu que eu viesse aqui falar com ele.&lt;br /&gt;-Entra, vai lá falar com ele!&lt;br /&gt;Quando entrei, fiquei encantada, a casa era muito grande, na varanda, ensaiando o grupo de jazz panteras negras, do qual faziam parte, Verinha 16 anos, Elias 16 anos, Elza 17 anos, Nina 18 anos.&lt;br /&gt;Na sala, uma vitrola, moveis de alvenaria, e o grupo The Break City , o meu encantamento foi quebrado com o grito do meu irmão.&lt;br /&gt;- Vai pra casa!&lt;br /&gt;-Não vou não, você não manda em mim.&lt;br /&gt;Verinha com o jeitinho doce e único dela diz:&lt;br /&gt;- Lima, deixa sua irmã aqui com a gente e vai ver o que sua mãe quer com você.&lt;br /&gt;A partir daquele dia, a Verinha estava arranjando sarna pra se coçar, eu nunca mais desgrudaria dela e da Nina. Todos os dias eu ia pra lá assistir os ensaios e implorar pra fazer parte do grupo. Mas para entrar no grupo, tinha uma regra básica: ser negra. E eu era branca e desengonçada.&lt;br /&gt;Foi então que pra me consolar, ela resolveu tirar uma hora do dia, antes do ensaio do grupo para me dar aulas de jazz.&lt;br /&gt;A Nina por outro lado, me elegeu a mascote do grupo e me adotou com todo amor e carinho, eu não tinha roupas bonitas nem bijus, andava maltrapilha e era estabanada. Nina adorava me arrumar, me emprestava roupas, penteava meu cabelo, e me maquiava. Ela era mais velha e não tinha boa fama, mas eu até hoje não entendo o porque de tantos boatos, eu nunca tinha visto nada demais, de errado, por parte dela, as pessoas diziam que ela era má companhia pra mim, e chegaram ir a minha casa falar para minha mãe que eu estava andando com uma mulher da vida, e que ela não era boa companhia pra uma menina como eu. Mas minha mãe, uma mulher muito sábia, não ouvia as fofocas, ela acreditava nas coisas que eu falava a respeito da Nina e de todas as meninas do grupo, que só pensavam em dançar.&lt;br /&gt;A Verinha, naquela época, já namorava o Marcos a uns três anos, isso em 1984, e hoje em 2009, esta casada com ele e construiu uma família unida e linda. Aquelas meninas eram minha referência, lindas, leais, inteligentes, e muito parceiras umas das outras. Quando eu estava com elas estufava meu peito de orgulho, me sentia a própria pantera negra, e vivia fazendo permanentes, pois não suportava meu cabelo escorrido, como não suporto até hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-6161540858468546195?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/6161540858468546195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/novos-amigos-novos-horizontes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6161540858468546195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/6161540858468546195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/novos-amigos-novos-horizontes.html' title='Novos  amigos, novos horizontes.'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-5983992012349405282</id><published>2009-08-03T20:29:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T20:30:14.674-07:00</updated><title type='text'>Aprendendo a valorizar o que realmente tem valor.</title><content type='html'>Nos dias em que minha mãe esteve internada, sem dizer uma palavra se quer, ela me deu uma lição de vida que nunca mais esqueci.&lt;br /&gt;No hospital, ela pedia aos pacientes copinhos e colheres das sobremesas, lavava bem e juntava num saco para nos entregar e dizia:&lt;br /&gt;-É pra dividir com as meninas da rua.&lt;br /&gt;Isso me marcou muito, pois naquela época não podíamos ter panelinhas, pratinhos de brinquedo, e aqueles copinhos e colheres nos proporcionavam uma grande alegria para brincarmos de comidinha. Com esse gesto, aprendi que ás vezes, um pequeno gesto mostra o quanto alguém se importa com a gente, não é o valor do material, mas o valor da lembrança.&lt;br /&gt;Minha mãe, não nos esquecia, nem ali, num momento tão difícil pra ela.&lt;br /&gt;Talvez, se ela tivesse dinheiro, e tivesse comprado panelinhas de brinquedo, não teria me ensinado tanto como me ensinou.&lt;br /&gt;Sair do meu mundinho, do Bom Pastor foi um duro despertar.&lt;br /&gt;Eu achava que poderia seguir os passos de meus pais, da minha mãe Adelaide e de minha avó Euvíra, essa para mim era linda, uma mulher de setenta anos, com gestos de criança, pureza de criança. Eu dizia que quando ficasse velhinha queria ser como ela, sempre cercada de crianças e adolescentes. Ela adorava contar histórias lá do Ceará, sua terra, cantar suas canções preferidas.&lt;br /&gt;Era uma mulher de extrema fé, usava um terço branco florescente no pescoço que não tirava pra nada, era conhecida como Olívia Palito, pois era muito magra, alta, e usava cabelo chanel.&lt;br /&gt;Todos os dias, ela ia até a nossa escola levar nossa merenda, pão com ovo.&lt;br /&gt;Éramos muito humilhados, pois todas as crianças tinham dinheiro para comprar doces e merenda, e nós, não, mas eu tinha uma avó especial, que era conhecida e querida por todos, ela ganhava convites para parques, circos, mesmo sem ter um centavo, nós íamos a muitos lugares, ainda ganhávamos pipocas, sorvetes.&lt;br /&gt;Alem da minha avó de sangue, eu tinha minha querida avó Maria, uma pretinha de meio metro, magrinha, que sempre usava um lenço na cabeça.&lt;br /&gt;Todas as tardes, minha avó Maria me esperava pra tomar café com ela, para me contar lindas histórias, foi com ela que descobri sobre sereias e orixás, nossas tardes eram muito gostosas, eu amava, sinto falta de toda a pureza e simplicidade daquela época.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-5983992012349405282?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/5983992012349405282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/aprendendo-valorizar-o-que-realmente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/5983992012349405282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/5983992012349405282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/aprendendo-valorizar-o-que-realmente.html' title='Aprendendo a valorizar o que realmente tem valor.'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-1976543373534262809</id><published>2009-08-03T20:28:00.001-07:00</published><updated>2009-08-03T20:28:35.748-07:00</updated><title type='text'>Meu pai, a expressão do amor, em pessoa.</title><content type='html'>Meu pai foi e continua sendo um herói para os moradores da rua ponta negra e para mim. Parece que estou vendo seus olhos, o jeito como ficavam quando via um vizinho doente ou necessitado, era cativante a maneira como se importava e se esforçava pelo próximo, nunca conheci de perto um homem igual a ele, que com certeza, mesmo com todos seus defeitos, é e sempre será meu maior exemplo de vida.&lt;br /&gt;Lembro-me das vezes em que ele me contava histórias, e uma das histórias que eu mais gostava de ouvir era a história de amor dele e da minha mãe.&lt;br /&gt;Minha mãe vinha de uma família tradicional, onde era expressamente proibido falar palavrão, não podia falar alto ou rir alto. Estudo, cultura e etiqueta eram uma exigência.&lt;br /&gt;Meu pai, português, de Trás dos Montes, homem rude, criado em plantação, pai e mãe analfabetos.&lt;br /&gt;De cada dez palavras que saiam da boca do meu pai, nove eram palavrões, seu tom sempre alto, e mesmo que estivesse apenas conversando, parecia que estava brigando.&lt;br /&gt;Mas foi esse homem que entrou de cabeça numa guerra pela mulher amada, minha mãe.&lt;br /&gt;Eles tinham namorado um tempo, se separaram e ficaram uns bons tempos sem se ver, até que um dia se reencontram. Minha mãe estava grávida de seu ex-namorado, sem apoio da família, sem ter pra onde ir, sem emprego, e meu pai disse a ela que assumiria seu filho como um filho e que jamais faria diferença dele com os outros filhos e que o amaria com todas as forças e faria o melhor pelo bebê, e foi isso que ele fez pelo meu irmão Alexandre. Minha mãe conta que meu pai cuidava do bebê de madrugada, fazia as tarefas da casa quando chegava do trabalho.&lt;br /&gt;A promessa dele foi cumprida de tal maneira, que meu irmão o ama demais até hoje. E sempre que pode está com ele e tem orgulho do pai que teve. Minha mãe também provou seu amor e gratidão por ele quando foi morar no Bom Pastor, pois ela teve a chance de trocar meu pai por um homem rico e não fez, foi leal a ele e passou muitas lutas ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai se fazia de durão, não gostava de chorar na nossa frente nem demonstrar suas fraquezas, suas dores, mas era só olhar para dentro de seus olhos, e estava ali, pois era um ser muito transparente e verdadeiro.&lt;br /&gt;Foi o que comecei a perceber quando minha mãe teve que se internar para uma operação, eu o via sempre pelos cantos, com olhos tristes, rosto cabisbaixo... Na época não existia celular, e a visita era uma vez na semana e quem tinha um ente querido doente, morria de saudades.&lt;br /&gt;Nesse momento difícil da nossa vida, minha querida mãe Adelaide foi um anjo em nossas vidas, era ela quem cuidava de nós e de  meu pai, lavava as nossas roupas, nos dava comida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-1976543373534262809?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/1976543373534262809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/meu-pai-expressao-do-amor-em-pessoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/1976543373534262809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/1976543373534262809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/meu-pai-expressao-do-amor-em-pessoa.html' title='Meu pai, a expressão do amor, em pessoa.'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-7728078970284286963</id><published>2009-08-03T20:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T20:26:29.224-07:00</updated><title type='text'>Em meio às dificuldades, lições de solidariedade.</title><content type='html'>Apesar de todas as dificuldades, para nós ali era o melhor lugar do mundo.&lt;br /&gt;Ali aprendi valores que carrego até hoje comigo, conheci pessoas, que mais parecem ter saído de contos de fadas, pessoas especiais como minha mãe preta, que tinha o sonho de ser medica ou enfermeira, mas como teve uma infância muito pobre, na roça, não pode estudar, depois de casada, e com filhos, começou a fazer o que mas gostava na vida, ajudar ao próximo, trabalhando de voluntária em diversos hospitais, amada e querida por todas as equipes médicas por onde ela passava.&lt;br /&gt;Quanto minha mãe de verdade, essa também passou a vida se doando em prol do próximo.&lt;br /&gt;Desde o gesto mais simples, ao mais sacrificante, um gesto simples, que me recordo ter um grande valor, era o fato de dividir o nosso óleo de amêndoas, para cabelos, com as meninas da rua. Minha mãe sentava nas ruínas da nossa varanda e começava a trançar nossos cabelos, os de Luciana, Vilma, Denise e Rose. Minha mãe adorava cuidar das meninas, vê-las bonitas e felizes.&lt;br /&gt;Meu pai também era uma figura singular, o português que ficou pobre de tanto ajudar os outros, contrariando tudo que se fala sobre portugueses.&lt;br /&gt;Ele era como um pai, um mantenedor para as crianças da rua, que quando avistavam o velho caminhão azul, bem longe, na curva da Bayer do Brasil, já começavam a gritar:&lt;br /&gt;- Lá vem o português! Lá vem o português!&lt;br /&gt;E assim, o morro ficava em festa, pois sempre que meu pai vinha do Ceasa, trazia frutas, queijos e verduras para distribuir para as famílias da rua.&lt;br /&gt;Lembro-me de uma certa vez em que ele fez um frete para uma fabrica de sapatos, e não cobrou em dinheiro, cobrou em mercadorias, pediu ao dono da  fabrica, que desse a ele, sapatos com pequenos defeitos, para doar para as crianças.&lt;br /&gt;E quando ele chegou com os sapatos, mais uma lição de vida nos deu, queríamos escolher mais sapatos, porque éramos filhos dele e achávamos  que isso nos dava um direito maior, e ele nos ensinou que devemos dividir, não devemos ser egoístas e mesquinhos.&lt;br /&gt;Ele disse:&lt;br /&gt;- Vocês são meus filhos, mas precisam igual às outras crianças, nem mais, nem menos, então devemos dividir igualmente para que as outras crianças também possam ficar felizes.&lt;br /&gt;Tenho orgulho desse guerreiro, mais conhecido como Chico Maluco, que era de uma loucura fascinante, puro como um menino, contraditório, pois de sua boca saia os mais horrendos palavrões, e de suas mãos os maiores gestos de amor ao próximo, e de grandeza de ideais. Um homem cabeludo, descabelado, de botas, casaco de couro, semblante rude e desbocado, mas com o coração mais mole que já vi. Ajudava a todos, era o único que tinha carro nas redondezas e levava todo mundo no medico, amava os animais e deixava de comer para doar a quem tinha fome, e até mesmo para os animais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-7728078970284286963?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/7728078970284286963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/em-meio-as-dificuldades-licoes-de_03.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/7728078970284286963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/7728078970284286963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/em-meio-as-dificuldades-licoes-de_03.html' title='Em meio às dificuldades, lições de solidariedade.'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-8079910019213586899</id><published>2009-08-03T20:24:00.001-07:00</published><updated>2009-08-03T20:24:36.211-07:00</updated><title type='text'>Vida marcada pelo sobrenatural</title><content type='html'>Durante alguns anos eu sofri em demasia por não saber lidar com os fatos sobrenaturais que ocorriam em minha vida, desde que era ainda bem pequenininha.&lt;br /&gt;Ver pessoas dentro de copos d’água, ter premonições, ver pessoas falecidas.&lt;br /&gt;Lembro-me que uma certa madrugada, por volta das três horas da manhã, meus pais me acordaram, e me colocaram num circulo, onde dentro havia uma estrela, ou um pentagrama, não me recordo claramente. Minha mãe estava incorporada por um espírito, que me jogava perfume de alfazema, e azeite de dendê, meu pai se aproximou do circulo, e também foi banhado com os mesmos elementos.&lt;br /&gt;A entidade se dizia protetora e dizia que o universo conspiraria ao meu favor, e que minha caminhada seria brilhante.&lt;br /&gt;Com certeza a intenção de meus pais eram as melhores, porem para uma criança de nove anos, tudo parecia assustador, afinal, eu não estava reconhecendo a minha mãe, e não entendia o significado de tudo que estava acontecendo ali.&lt;br /&gt;Uma certa vez sonhei com uma menina que eu nunca tinha visto na vida, e no sonho, era como se ela quisesse me falar algo, como se precisa-se de algo, mas eu não sabia o que fazer, eu não a conhecia, nunca havia a visto, a lembrança dela me atordoava, não conseguia apagá-la da minha mente, eu podia sentir a sua dor, a sua tristeza, sei lá...&lt;br /&gt;Até que um dia, fui ao enterro de uma amiga, e como é de hábito meu, fui passear no cemitério olhando os túmulos. Tive uma surpresa assustadora: vi a foto da menina num túmulo, me lembro que fiquei em estado de choque, como que em transe.Pensei:&lt;br /&gt;-Meu Deus, o que significa isso?!&lt;br /&gt;Mas como muitas coisas da minha vida, essa pergunta continua até hoje sem resposta.&lt;br /&gt;Outra coisa que sempre me assustava, era ver minha mãe em dois lugares ao mesmo tempo, me lembro que certa vez vi minha mãe no quarto deitada, porem, havia algo estranho com ela, parecia estar envolta numa luz branca, e estava completamente imóvel, eu a chamava, e ela não se mexia, foi quando do nada ela surge da cozinha perguntando o que eu queria, eu assustada disse:&lt;br /&gt;- Mãe, você estava aqui, como está ai? Não tem como!&lt;br /&gt;Minha mãe disse:&lt;br /&gt;-Não precisa ficar assustada, você deve ter visto o meu anjo de guarda.&lt;br /&gt;Não sei se o lugar, o fato de toda família vir do espiritismo contribuía para todos esses fatos.&lt;br /&gt;Uma das coisas mais assustadoras que me acontecia era quando do nada eu caia no sono, na frente de todos, as pessoas me viam como se eu tivesse dormido ou desmaiada, mas eu as via a minha volta, me chamando, perguntando o que houve, batendo em meu rosto, colocando álcool para eu inalar, e eu falando com elas, mas elas não me ouviam, era  desesperador, eu podia ver eu mesma, saindo de mim, e lutava para retornar ao corpo.&lt;br /&gt;O Bom Pastor também era um lugar mágico, parecia um desses lugarzinhos na roça, sem água, sem luz. Talvez isso tudo tenha colaborado com os fenômenos que aconteciam comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-8079910019213586899?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/8079910019213586899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/vida-marcada-pelo-sobrenatural_03.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8079910019213586899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8079910019213586899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/vida-marcada-pelo-sobrenatural_03.html' title='Vida marcada pelo sobrenatural'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-8127893970678188325</id><published>2009-08-03T20:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T20:21:10.902-07:00</updated><title type='text'>A Grande fogueira</title><content type='html'>A vida é mesmo um grande mistério... Não tínhamos brinquedos, roupas, bom alimento, passeios, tv, computador, nada material... No entanto, éramos tão felizes, que seria impossível descrever. Com o passar do tempo, fui percebendo que a inocência nos torna felizes, nos protege das maldades do mundo, porem, isso quando temos o nosso próprio mundo.&lt;br /&gt;E eu tinha meu mundo, ali, naquele lugarzinho, simples, cheio de pessoas reais, verdadeiras, como nunca vi igual.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bom Pastor foi uma escola para mim, de amor, solidariedade e lealdade. Com meus amigos de lá e com meus pais, aprendi a doar, perdoar e confiar.&lt;br /&gt;Talvez, a felicidade que sentia era justamente o fato de ali ter amigos de verdade, uns apoiando e cuidando dos outros.&lt;br /&gt;Quando um amigo tinha uma obra, todos se reunião para ajudar, e o dia de colocar a laje era a maior festa, as mulheres preparavam uma comida especial, na maioria das vezes feijoada, e os homens compravam a cachaça, e depois da laje pronta, todos comemoravam comendo e bebendo.&lt;br /&gt;Uma hora muito especial era as sete horas da noite, nessa hora, em que o velho radinho de pilha, o único veiculo de  entretenimento, passava a hora do Brasil.&lt;br /&gt;Nessa hora, todos se reunião na rua ponta negra para acender uma grande fogueira, para assar aipim, batata doce, bananas e ouvir e contar histórias de fantasmas e assombrações.&lt;br /&gt;Éramos três famílias reunidas: a de dona Laurinda, com seus filhos Luciana, e Luciano e seu esposo Agenor, a de Adelaide, minha querida mãe preta, seus filhos pequenos Everaldo e André e seu esposo Oliveira, e a nossa família, eu, minha mãe, minha irmã Beth, meu irmão Alexandre, e meu pai. Também fazia parte dos componentes em volta da fogueira o Eugênio, a Lena, Vilma, Denise, e dona China, que vinham de outra rua um pouco distante, para compartilhar aqueles momentos especiais.&lt;br /&gt;O Eugênio adorava bananas assadas na fogueira, e eu adorava as histórias que ele contava sobre lobisomem.  &lt;br /&gt;Eu tinha um instinto moleque, menino, subia em pau de sebo, entrava em terrenos proibidos pra roubar frutas, principalmente bananas, sempre roubava bananas pra presentear o Eugênio, só pra ouvir suas incontáveis histórias.&lt;br /&gt;A rua ponta negra era cercada de mato e currais, não havia luz e a grande fogueira iluminava, aquecia, e ainda assava a comida.&lt;br /&gt;Eu me lembro que esperava ansiosa o dia de lua cheia para ver a lua, linda, iluminando toda aquela escuridão, mas também, com a chegada da lua cheia, minha mente imaginativa viajava, eu não dormia, lembro que ficava a noite toda acordada na janela, esperando ver o ser que durante anos me fascinou e causou medo.&lt;br /&gt;O ambiente ali era propicio a mentes férteis, e uma das mais famosas assombrações do local era a mula-sem-cabeça, que diziam que aparecia no curral em frente a minha casa, nas noites de quinta pra sexta, e eu ficava acordada pra vê-la, e nada...&lt;br /&gt;Minha infância foi mágica e cheia de calor humano e muitas lições de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-8127893970678188325?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/8127893970678188325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/grande-fogueira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8127893970678188325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8127893970678188325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/grande-fogueira.html' title='A Grande fogueira'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4496622783006490831.post-8917895782753455670</id><published>2009-08-03T20:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T20:19:20.765-07:00</updated><title type='text'>Chegando  ao Bom Pastor</title><content type='html'>O Ano é 1979, mas parece que foi ontem que chegamos ao Bom Pastor.&lt;br /&gt;Fecho os olhos e quase posso sentir o cheiro do barro molhado e contemplar o verde das matas, e o vermelho do barro.&lt;br /&gt;Saímos da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, onde morávamos de favor, e finalmente estávamos festejando a nossa casa própria.&lt;br /&gt;Apesar das muitas lutas, a história de amor de meus pais era um orgulho para nós, um lar cheio de ternura e respeito, e principalmente amor.&lt;br /&gt;Ali estava a minha mãe, a garota da Zona Sul, culta, cheia de boas maneiras, acostumada com uma vida social, indo para o Bom Pastor, um lugarzinho distante, simples, sem recursos algum, sem água encanada, sem luz.&lt;br /&gt;Tudo por amor ao meu pai, um português motociclista, aventureiro, cabeludo, descabelado, e desbocado, mas com o coração mais puro que já conheci na vida.&lt;br /&gt;Na boleia do velho caminhão azul do meu pai vínhamos eu e meu irmão Alexandre e na frente, minha irmã mais nova, Beth, ao lado dos nossos Pais.&lt;br /&gt;Assim que avistei o Bom Pastor, uma sensação de felicidade invadiu meu coração, não sei se esse sentimento era por saber que estávamos indo pro que era nosso, ou se eu estava prevendo que ali eu passaria os anos mais marcantes e belos da minha vida. Para minha mãe, era a terra do sol nascente, onde um novo sol nascia pra ela.&lt;br /&gt;Para mim, era a terra, das minhas raízes, onde eu plantaria e colheria os frutos de uma vida.&lt;br /&gt;Logo que chegamos, minha mãe conheceu Adelaide, a mulher que se tornaria a melhor amiga de toda a sua vida.&lt;br /&gt;Estávamos em casa, arrumando as coisas, quando alguém coloca  a cara na janela e diz:&lt;br /&gt;- Só faltava essa! Agora temos uma branca azeda na rua! - Disse isso rindo, e entregou um pedaço de bolo de fubá pra minha mãe, que respondeu rindo:&lt;br /&gt;- Quase achei que estava numa senzala! - Adelaide ri, e como não podia deixar de ser, da mais uma espetada:&lt;br /&gt;-Não vai comer o bolo não?! Porque, não come comida de negro?&lt;br /&gt;Minha mãe responde:&lt;br /&gt;- Obrigada, e se não tiver bom, te ponho no tronco e dou uma boa surra, pra aprender a cozinhar! (muitos risos)&lt;br /&gt;A partir daquele dia, ambas se tornaram quase irmãs de sangue, sempre uma ajudando e  amparando a outra, uma amizade linda e verdadeira que já dura 30 anos.&lt;br /&gt;Primeira semana em Bom Pastor... Chegou a sexta feira, dia em que todas as mulheres se reunião pra lavar roupas. Minha mãe era a única mulher branca da rua, e quase do bairro todo, acho que ela aprendeu muito com aquelas grandes guerreiras.&lt;br /&gt;Para chegar ao lago onde se lavava as roupas, andávamos entre trilhas de matas e morros.&lt;br /&gt;Para as crianças, era um dia de festas. Enquanto as mães trabalhavam, nós caçávamos borboletas, arrancávamos tomates do mato pra comer.&lt;br /&gt;Foi na primeira semana após a chegada, num desses encontros em que as mulheres da rua ponta negra se encontravam, que minha mãe, conheceu Laurinda e Marilsa.&lt;br /&gt;E lá iam as mulheres com trouxas na cabeça, e baldes na mão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4496622783006490831-8917895782753455670?l=diariodesandralima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/feeds/8917895782753455670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/chegando-ao-bom-pastor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8917895782753455670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4496622783006490831/posts/default/8917895782753455670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodesandralima.blogspot.com/2009/08/chegando-ao-bom-pastor.html' title='Chegando  ao Bom Pastor'/><author><name>Sandra Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05048121514391802764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_ApAA8nj0pSQ/SurJWankK7I/AAAAAAAAAxw/sEjMr-vfr88/S220/mad1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
